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Curitiba

Alfaiataria recebe seis criações cênicas em mostra gratuita neste fim de semana

Programação reúne pesquisas em teatro, performance e linguagens híbridas, com apresentações e conversas com os artistas neste sábado (31) e domingo (1º)

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Um ciborgue que investiga o amor, uma palhaça atravessada pela realidade dos catadores de materiais recicláveis e uma palestra-teatro sobre as lacunas da História. Essas são algumas das propostas da Mostra de Processos do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA), que acontece neste sábado (31 de outubro) e domingo (1º de novembro), às 17h, na Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba.

Com entrada gratuita, a programação apresenta seis pesquisas autorais, divididas entre os dois dias. Os ingressos serão distribuídos no local, por ordem de chegada, a partir de 30 minutos antes de cada sessão.

A mostra encerra uma residência artística de 13 semanas, na qual seis artistas bolsistas desenvolveram trabalhos solo em teatro, performance e linguagens híbridas. O encontro com os espectadores faz parte da formação: as cenas chegam ao público como experimentações, abertas a desdobramentos e à troca com quem assiste.

“A ideia é compartilhar experimentações, testar linguagens e abrir espaço para a conversa e para o retorno dos espectadores. Esse diálogo pode ajudar cada artista a continuar sua pesquisa e descobrir outros caminhos e formatos para a criação”, explica Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria, idealizadora, curadora e uma das orientadoras do programa.

Da palhaçaria às contradições humanas

No sábado (31), Bernardo Bazzo do Valle apresenta Transmutação Transorgânica Triturante, que coloca um ciborgue em cena para explorar contradições humanas por meio do amor e da dança.

Na sequência, Valéria Batista compartilha Vestígios, pesquisa que procura, em rastros e brechas, pistas para imaginar futuros possíveis. A programação do dia termina com Mulambinha, de Anny Jungles. Ao aproximar a palhaçaria da realidade dos catadores de materiais recicláveis, a criação aborda sobrevivência, acúmulo de resíduos e reinvenção.

No domingo (1º), Rafaella Boas abre as apresentações com Outra parte da mentira, investigação sobre as palavras, a crença e a disposição de acreditar no outro.

Depois, Izadora Figueiredo, a Palhaça Zazá, assume a personagem Sargento Zazá em A bandeira e o coxinha. A palestra-teatro parte de um conto publicado no Brasil em 1964 para questionar o que a História deixa de contar.

O encerramento fica com Nicoly Bildry e sua criação Pedaço, que percorre imagens de montanhas, peso e permanência, em diálogo com questões como violência e perda.

Ao final das apresentações de cada dia, haverá uma conversa com os artistas sobre os processos de criação e as questões que atravessam os trabalhos. Cada cena tem entre 15 e 20 minutos de duração.

Formação e espaço para experimentar

Selecionados a partir de uma convocatória, os participantes receberam bolsas para desenvolver suas investigações e tiveram orientação de Janaina Matter e Carmen Jorge. Os encontros coletivos quinzenais incluíram compartilhamento de cenas, comentários sobre os trabalhos e troca de experiências.

O percurso também contou com oficinas de Janaina Leite, Ana Kfouri e Mateus Aleluia Filho, com ferramentas de investigação de corpo, voz, dramaturgia e ritmo.

O PFCA integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte, com produção da Pró Cult.

Serviço

Mostra de Processos – 2ª edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria (PFCA)

Quando: 31 de outubro e 1º de novembro, sábado e domingo, às 17h.
Onde: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 266, Centro, Curitiba).
Entrada: gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada sessão, por ordem de chegada.
Programação: três cenas por dia, com duração de 15 a 20 minutos cada, seguidas de conversa com o público.
Informações: @alfaiataria_

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