Cinema
POING: série curitibana de animação que ensina ciência e tecnologia ganha pré-estreia gratuita no Cine Passeio
Criada e dirigida pelo cineasta Paulo Munhoz, produção da Tecnokena foi realizada integralmente em Curitiba e chega ao Brasil após estreia nos Estados Unidos.
Por Eu Amo Curitiba
Curitiba é palco de uma nova produção audiovisual que une ciência, tecnologia e imaginação. A série de animação POING, criada e dirigida pelo cineasta curitibano Paulo Munhoz, ganha uma sessão de pré-estreia gratuita no Cine Passeio neste sábado, 26 de setembro, às 11h.
Produzida pela Tecnokena, a série foi realizada integralmente em Curitiba ao longo de vários anos e reúne 26 episódios de sete minutos, divididos em duas temporadas. A produção chega ao Brasil depois de estrear nos Estados Unidos.
A sessão especial terá uma seleção de episódios e, na sequência, uma conversa com o diretor Paulo Munhoz.
UM MENINO CURIOSO, UMA OFICINA E MUITAS DESCOBERTAS
No universo de POING, uma casa também funciona como oficina e laboratório. É nesse ambiente que um menino curioso investiga questões relacionadas à ciência e à tecnologia, acompanhado por uma computadora falante, um cachorro robô construído por ele e uma lagartixa que vive na parede.
A cada episódio, o personagem se aventura por temas como o funcionamento dos vírus, telescópios e lasers. A proposta é apresentar conceitos científicos de maneira divertida, utilizando o humor, a narrativa e a animação para aproximar o público infantil do conhecimento.
Mas a experiência não termina quando os créditos sobem. Ao final dos episódios, o POING propõe uma missão prática para que as crianças desliguem a tela e continuem a descoberta no mundo real.
A série é indicada para crianças a partir de 8 anos e adolescentes até aproximadamente 14 anos, podendo também ser utilizada como ferramenta de apoio em atividades educativas.
DE UMA LEMBRANÇA DE INFÂNCIA PARA A ANIMAÇÃO
A origem do POING está em um desenho feito por Paulo Munhoz. A ideia inicial era representar uma lâmpada acompanhada da onomatopeia de uma descoberta: “poing”.
O personagem também carrega uma lembrança da infância do diretor. Quando era criança, Munhoz encontrou um martelo enterrado no quintal. A ferramenta se tornou seu brinquedo preferido e despertou o interesse por construir e inventar objetos.
Anos depois, essa memória ajudou a formar a identidade do personagem, que aparece cercado de instrumentos e utiliza a tecnologia para compreender o mundo ao seu redor.
PAULO MUNHOZ: UMA TRAJETÓRIA ENTRE A ENGENHARIA E O CINEMA
Nascido em Curitiba, em 1962, Paulo Munhoz construiu uma carreira que conecta diferentes áreas do conhecimento. É técnico em mecânica pelo Cefet-PR, engenheiro mecânico pela UFPR, especialista em computação gráfica pela PUC-PR, mestre em tecnologia pela UTFPR e doutor em comunicação, na área de cinema, pela Universidade Tuiuti do Paraná.
Em 1998, fundou a Tecnokena, empresa responsável por projetos de animação e produção audiovisual. Entre suas criações estão o universo BRICHOS, os longas-metragens Belowars, Brichos, Brichos – A Floresta é Nossa e Brichos 3 – Megavírus, além da série Brichos, exibida em mais de 50 países.
Munhoz também é idealizador do Animatiba — Festival Internacional de Animação de Curitiba.
Sua formação multidisciplinar aparece diretamente no trabalho com o POING, que combina conhecimentos científicos, tecnologia, construção de objetos e linguagem cinematográfica.
STOP MOTION: A ARTE DE DAR VIDA AOS OBJETOS
Em um momento em que a animação digital e as ferramentas de inteligência artificial ganham espaço na produção audiovisual, POING aposta na técnica tradicional do stop motion.
Os personagens foram construídos com estruturas metálicas e cabeças impressas em 3D. Os bonecos foram fotografados quadro a quadro, a uma velocidade de 24 imagens por segundo, criando a ilusão de movimento.
A produção também conta com inserções de animação 2D e 3D e imagens do mundo real.
Para Paulo Munhoz, a escolha da técnica dialoga com a própria proposta da série: estimular as crianças a observar, manipular e compreender os objetos que estão ao seu redor.
UMA PRODUÇÃO CURITIBANA COM ALCANCE INTERNACIONAL
Cenários, bonecos, figurinos, animação, edição, trilha sonora e vozes em português foram produzidos em Curitiba. Cerca de 70 profissionais participaram do projeto, que começou em 2017.
A nova temporada, com 13 episódios, foi produzida por meio do Edital 002/2023 da Secretaria da Cultura do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo.
A única etapa realizada fora do Brasil foi a gravação da dublagem em inglês, feita nos Estados Unidos como parte da estratégia de circulação internacional da série.
A trilha sonora original é assinada por Gilson Fukushima e Grace Torres. As vozes em português são de Nathan Gualda e Fabiane Gouvêa, e a direção de animação é de Jani Mendonça.
Além da produção da série, o projeto promoveu ações de formação e contrapartida social, incluindo um curso aprofundado de stop motion para universitários. Três dos animadores formados foram posteriormente integrados à equipe da produção.
CIÊNCIA PARA ALÉM DAS TELAS
A proposta do POING é apresentar a ciência como algo próximo, curioso e possível de ser explorado. Para isso, a série utiliza situações do cotidiano e personagens que aprendem enquanto investigam.
Entre os desafios de adaptação para a linguagem da animação esteve a explicação do funcionamento do laser, tema que envolve conceitos relacionados ao comportamento dos elétrons nos átomos.
A produção também pretende contribuir com o ensino de ciência, oferecendo conteúdos que podem ser utilizados por professores em sala de aula.
ONDE ASSISTIR
Nos Estados Unidos, POING está disponível na Amazon Prime Video e na Tubi TV. A série também tem previsão de chegada ao YouTube Kids norte-americano.
No Brasil, a produção estreia na YUPI TV neste mês, com previsão de expansão para canais de televisão e outras plataformas de streaming.
A franquia conta ainda com dois jogos disponíveis no Google Play: Poing e Poing versus Vírus.
SERVIÇO
PRÉ-ESTREIA DA SÉRIE POING
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: 11h
Local: Cine Passeio — Curitiba (PR)
Entrada: gratuita
A sessão terá exibição de uma seleção de episódios e conversa com o diretor Paulo Munhoz.
Mais informações: (41) 99907-7742
Produção: Tecnokena
Criação, roteiro e direção: Paulo Munhoz
Formato: animação stop motion
Episódios: 26, divididos em duas temporadas
Duração: 7 minutos por episódio
Classificação indicativa informada pela produção: 8 a 14 anos
Financiamento: recursos federais da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital 002/2023 da Secretaria da Cultura do Paraná.

