Em cartaz no Sesc Ipiranga, Comunhão e Nada é suficiente revelam a potência transformadora de Lucia Bronstein e Luisa Micheletti, que transitam entre a delicadeza da...
Apostaram no envolvimento, na entrega, na atuação sem máscara, sem trejeitos, sem lugar fácil. Todos os atores oscilam em cena e isso é demasiado humano.
Talvez viver é essa travessia que nos deixa a deriva, que deixa a coisa entrecortada. Para além das belíssimas cenas, talvez esse seja o imenso ganho...
Há também bons e felizes acertos: destacaria a iluminação, o cenário, os figurinos e a própria cenografia, que são extremamente belos de serem vistos nessa história
Entre memória pessoal e história política, Édouard Louis revisita a relação com o pai em um relato duro sobre violência, classe e afeto, em cena dirigida...
Num tempo em que o familiar está em disputa (francamente, sempre esteve), é um assombro e deleite ver como ela, a família, é insparador de boas...
O jogo cênico, com quatro atores, é formidável. Os atores se desdobram entre agentes da lei, representantes do poder e burocracia estatal, até a própria parentela
A peça em si é cheia de acertos, de ótimas escolhas. E a opção pela simplicidade, como saída estratégica pra manter a ambiência é sublime de...
O espetáculo é um convite para a beleza que há no tentar. Afinal viver pode ser descrito como só isso: tentar. Sem saber se haverá sucesso...
No país que se exulta a alegria e se privilegia ela, trazer a tragédia pode parecer desencontrado, quase uma ideia fora do lugar, porém nos cai...