Colunista
Relespública lança novo álbum – As canções que ela não ouviu
A primeira impressão que tenho desse novo trabalho, é que a separação, todo mundo sabe que o Fabio se separou, influenciou profundamente as composições e o nome do álbum ponta pra isso.
Sigo só na multidão
(por Lúcia Porto)
Fabio Elias & a Relespública lançaram hoje (18.out.26) seu novo disco “As canções que ela não ouviu”.
Não sei se sou a pessoa mais indicada pra comentar ou analisar o disco, tem gente muito melhor que eu por aí, mas por algum motivo essas pessoas não analisam, escrevem e publicam sobre os lançamentos da terra das araucárias.
Acompanho o Fábio desde o primeiro compacto da Reles, lembro bem do dia que ele entrou numa loja de discos em frente ao CEFET pra deixar a venda o primeiro compacto da banda, lá no início dos anos 90. Eu tava lá, vagabundeando provavelmente, e não tive dinheiro pra comprar o disco.
A primeira impressão que tenho desse novo trabalho, é que a separação, todo mundo sabe que o Fabio se separou, influenciou profundamente as composições e o nome do álbum ponta pra isso.
Musicalmente a banda mantém a linha do rock sessentista, ouvi talvez um The Kinks aqui ou ali, como disse, não sou a melhor pessoa para analisar, e não sei dizer em quê o novo baixista, esqueci o nome dele agora, mudou no som da banda. Se você não sabe, o primeiro baixista, Ricardo Bastos deixou a banda depois de 30 anos, por motivos que ninguém sabe, eu pelo menos não sei.
Tudo bem gravado, mixado e masterizado, e não sei dizer por que a Reles não é uma banda com maior alcance nacional. Fico esperando pra ver se alguém fará uma crítica, ou resenha que seja, na Bilboard, na Rolling Stone ou mesmo aqui no Bem Paraná, já que a Gazeta do Povo é pra esquecer.
As faixas que me chamaram a atenção, “Sigo só”, uma quase balada muito bonita e “Little angel”, um country, que ao menos pra mim, é novidade na discografia da banda.
E assim a vida segue, hoje é domingo e as músicas do Fabio continuam a ser trilha sonora da minha vida, desde “Capaz de tudo”, primeiro single da banda, ainda com o Daniel Fagundes nos vocais, presente naquele primeiro compacto que ele deixou naquela loja onde eu vagabundeava.
Fabio tocou no Rock in Rio, casou, teve filhos, descasou. Do meu lado, não casei, não tive filhos, meu pai morreu, mudei de gênero, de nome, e por fim minha mãe também morreu, mas a música continua nos conectando. Obrigada Fabio, por suas canções ainda tocarem meu coração. “Sigo só”, me fez chorar por que me fez pensar em toda minha vida até agora. Como diz a letra: eu vou, pra onde manda o coração, eu vou, sigo só na multidão.

