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Música

Coolritiba 2026 confirma força dos festivais em Curitiba com organização impecável e shows marcantes

Na oitava edição do Coolritiba, realizado na Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame, Vanessa Ricardo acompanha os bastidores da cobertura do Jornal A Cena e destaca os shows de Wes Ventura com Di Melo, Gilsons e Ana Frango Elétrico em um dos maiores festivais do Paraná

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Foto: Lina Sumizono

Por Vanessa Ricardo 

Eu sou da geração 40+, então entre as minhas prioridades está não passar perrengue. E olha que vida de jornalista cultural é recheada de aventuras, algumas agradáveis, outras nem tanto.

Cobrir festival de música é sempre uma aventura, porque tudo depende. Já ouvi colegas jornalistas contarem que, em festivais em outras cidades, precisavam andar quilômetros da sala de imprensa até os palcos para conseguir fazer a cobertura. Entre as vantagens do Coolritiba, realizado na Pedreira Paulo Leminski, está justamente o fato de tudo ser perto. São poucos metros de deslocamento entre os dois palcos: um localizado na própria Pedreira e o outro na Ópera de Arame, onde o público se vira como pode para tentar sem sucesso acompanhar toda a programação. Festival é um pouco disso: fazer escolhas. Ver quem você gosta muito, comer e ir ao banheiro nos pequenos intervalos.

Festival é loucura, correria total, mas também é uma ótima oportunidade de assistir a vários artistas no mesmo evento, mesmo que os shows sejam cronometrados em cerca de 60 minutos. E, se um artista atrasa, atrasa toda a programação. Então até o bis já parece calculado para acontecer.

Foi a primeira vez do Jornal A Cena fazendo a cobertura do Coolritiba e, para quem já foi a centenas de shows, posso afirmar: a organização é muito bem executada em um espaço ideal para um grande festival. O som também estava excelente, tanto no palco da Pedreira quanto no da Ópera de Arame, e isso faz toda a diferença. Mesmo quando o artista não consegue ter tantas trocas com o público por conta do tempo apertado, o som perfeito segura a experiência.

Não fiquei até o fim, porque tinha outro compromisso, mas os shows que consegui assistir valeram muito a pena. O encontro de Wes Ventura com Di Melo foi daqueles para guardar na memória. Além das músicas já conhecidas da trajetória de Wes, o artista apresentou canções novas e, claro, músicas do “imorrível” Di Melo, que trouxe ainda mais swing para a apresentação.

Outro showzaço no palco da Pedreira foi o dos Gilsons, que trouxeram no setlist músicas já conhecidas e também faixas do novo trabalho. Conseguiram esquentar e levantar o público curitibano. Já Ana Frango Elétrico fez um show eletrizante na Ópera de Arame lotada. Com sua voz marcante e presença forte, protagonizou um dos momentos mais especiais do Coolritiba.

Na oitava edição do festival, passaram ainda pelos palcos nomes como Chico Chico, Lagum, Marina Sena, AnaVitória, Os Garotin convida Fat Family, Seu Jorge convida Criolo, Dominguinho, Janine Mathias, Mundo Livre S/A, Céu, Budah e Djonga. 

O Coolritiba reafirma a cada edição seu lugar entre os maiores festivais do Paraná, reunindo música brasileira, cultura urbana, sustentabilidade e encontros que dificilmente aconteceriam em outro contexto. E talvez seja justamente isso que faça o público voltar todos os anos: a sensação de viver muitas experiências em um único dia.

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