Sucesso no Festival de Curitiba, espetáculo teatral “Dezembro”, faz temporada gratuita

O espetáculo estreou durante a Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba com sessões lotadas e agora cumpre temporada gratuita no Teatro José Maria Santos

O espetáculo “Dezembro”, com direção de Diego Fortes, fará uma temporada gratuita de 3 semanas no Teatro José Maria Santos, de 18 de abril a 5 de maio, de quinta a domingo, às 20h, e nos sábados haverá uma sessão extra às 18h. O espetáculo estreou na Mostra Oficial do Festival de Teatro do Curitiba 2019, com sessões lotadas e presença da crítica nacional.

Dezembro se passa num futuro próximo, onde o Chile está travando uma guerra contra o Peru e a Bolívia. Em Santiago, na véspera de Natal, o soldado Jorge e suas irmãs, Paula e Trinidad, discutem sobre política, nacionalismo e família, pois ele deve se apresentar ao exército no dia seguinte e voltar para o campo de batalha. As irmãs, gêmeas entre elas e ambas grávidas, discordam radicalmente sobre o que ele deve fazer: fugir ou lutar. Ao longo da noite, recebem algumas visitas inusitadas, descobrem segredos entre eles e a discussão culminará na decisão de Jorge.

Com três atores em cena: Alan Raffo, Fernanda Fuchs e Ludmila Nascarella, Dezembro é uma obra potente que trata de assuntos graves como a xenofobia, a solidariedade, a guerra e os estados de exceção. Uma comédia ácida que convida o público a invadir a intimidade desta família e a refletir sobre questões tão pungentes ao nosso presente. O texto, traduzido pelo diretor Diego Fortes, é considerado pela crítica internacional como um dos mais provocativos e relevantes do teatro latino-americano recente.

Sobre o espetáculo, Valmir Santos, jornalista e crítico do site Teatrojornal, afirma: “Eles são o retrato bem-acabado das incongruências da família, do Estado, da propriedade e da tradição, para mixar o corte crítico que subjaz na escrita de Calderón. Contrastar a realidade histórica e produzir ironia a partir dela – a corrosão do riso – é outra das perspicácias de sua obra como um todo. A encenação de Diego Fortes enfatiza o humor para tourear a gama de informações e de ideias.”

Essa é a terceira obra latino-americana que Diego Fortes monta em menos de um ano: em 2018 encenou Molière da mexicana Sabina Berman, que conta com Matheus Nachtergaele no papel-título e também Poses para Dormir, da argentina Lola Arias, ambas obtendo sucesso de público.

Serviço:

DEZEMBRO
Teatro José Maria Santos – Rua Treze de Maio, 655.
Datas:
18 de abril a 5 de maio
Quinta a domingo às 20h
Aos sábados também há apresentação às 18h.
Ingressos retirados no próprio teatro 1 hora antes de cada sessão – 2 ingressos por pessoa.

Sobre o dramaturgo Guillermo Calderón

Nascido em Santiago do Chile, Guillermo Calderón é diretor, dramaturgo e roteirista. Escreveu Dezembro, Neva, Mateluna, Villa + Discurso, Kiss, entre outras peças. No cinema, colaborou no roteiro dos filmes Julieta se fue a los cielos, O Clube e Neruda – os dois últimos foram indicados a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro.

Sobre o diretor Diego Fortes

Natural de Curitiba, Diego Fortes é ator, diretor e dramaturgo. Em 2001, iniciou A Armadilha, companhia pela qual realizou as peças Café Andaluz, Os Leões, Bolacha Maria, O Fantástico Coração Subterrâneo, entre outras. Escreveu e dirigiu O Grande Sucesso, texto pelo qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor em 2017. Em 2018, encenou Molière, de Sabina Berman, que conta com Matheus Nachtergaele no papel-título e também Poses para Dormir, de Lola Arias, ambas obtendo sucesso de público.

Sobre A Armadilha

Criada em 2001, em Curitiba, A Armadilha é uma companhia de teatro contemporâneo iniciada por Diego Fortes. Em 18 anos de trabalho, suas obras são marcadas pelo equilíbrio entre o refinamento na criação artístico e a acessibilidade de diversos públicos. Desde 2011, a companhia tem encenado textos latinos como Orinoco, de Emílio Carballido; Duas da Manhã (uma adaptação de dois textos de Lola Arias) e Poses para dormir, também de Lola Arias. Além de Dezembro, a companhia se prepara para encenar em breve o texto Clase, também de Guillermo Calderón.

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

Realização:

A Armadilha
Incentivo:

BOSCH

EBANX

Lei de Incentivo à Cultura

Fundação Cultural de Curitiba

Prefeitura de Curitiba

Ficha técnica:

Texto: Guillermo Calderón

Tradução, Direção e Sonoplastia: Diego Fortes

Elenco: Alan Raffo, Fernanda Fuchs e Ludmila Nascarella

Iluminação: Nadja Naira
Assistência de Ilumicação: Elisa Ribeiro
Operação de luz: Augusto Ribeiro

Cenário: Guenia Lemos
Cenotecnia: Samuel Amorim e Johne Rodrigues (Drig’s Artes Visuais) e Jesmiel (Boogiganga Shop).

Figurino: Maureen Miranda

Direção de Produção: Isadora Flores

Produção Executiva e Gestão Financeira: Gilmar Kaminski Júnior
Direção de Comunicação: Luísa Bonin – Platea Comunicação e Arte
Captação de recursos: Meire Abe

Programação Visual: blanc.ag

Fotos: Eika Yabusame (E-photos) e Luísa Bonin

Realização: A Armadilha

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