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Música

Antes de Hendrix e Cobain: Robert Johnson, o primeiro integrante esquecido do Clube dos 27

Esquecido nas listas mais populares do Clube dos 27, o bluesman norte-americano permanece como uma das figuras mais influentes e enigmáticas da história da música.

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em

Por Redação

Quando se fala no chamado “Clube dos 27”, é comum que venham à mente nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse. A coincidência de grandes artistas terem morrido aos 27 anos alimentou uma das maiores lendas da história da música. No entanto, muito antes de o termo existir, um bluesman já havia entrado para essa triste estatística: Robert Johnson, que morreu em 16 de agosto de 1938, aos 27 anos.

Considerado um dos músicos mais influentes do século XX, Johnson gravou apenas 29 canções, número suficiente para mudar os rumos da música popular. Seu estilo inovador de tocar violão e sua voz marcante ajudaram a moldar o blues moderno e influenciaram gerações de artistas, tornando-se uma referência para o nascimento do rock.

A trajetória do músico também deu origem a uma das histórias mais conhecidas da cultura popular. Segundo a lenda, Robert Johnson teria encontrado o diabo em uma encruzilhada no Mississippi e vendido sua alma em troca de um talento extraordinário para tocar guitarra. Embora não exista qualquer comprovação para essa narrativa, ela atravessou décadas e ajudou a transformar o artista em uma figura quase mítica, inspirando livros, filmes, canções e documentários.

Sua morte permanece cercada de mistério. A versão mais difundida afirma que Johnson foi envenenado após um desentendimento envolvendo uma mulher casada, embora as circunstâncias nunca tenham sido totalmente esclarecidas. O enigma em torno de sua vida e de sua morte apenas reforçou a aura lendária que o acompanha até hoje.

Mesmo tendo gravado sua obra em uma época em que o blues ainda era um gênero regional nos Estados Unidos, Robert Johnson tornou-se uma das maiores influências da música contemporânea. Nomes como Eric Clapton, Keith Richards, Bob Dylan, Led Zeppelin, The Rolling Stones e Fleetwood Mac já reconheceram publicamente a importância de seu legado.

Apesar disso, seu nome costuma ficar de fora das listas sobre o Clube dos 27, que normalmente destacam artistas das décadas de 1960 em diante. Ao relembrar Hendrix, Joplin, Morrison, Cobain ou Amy Winehouse, vale lembrar que o primeiro grande mito da música a morrer aos 27 anos foi justamente Robert Johnson, décadas antes de o termo ganhar popularidade.

A força de sua história continua inspirando a cultura pop. A lenda do pacto com o diabo serviu de inspiração para Os Pecadores, filme dirigido por Ryan Coogler e um dos grandes vencedores do Oscar de 2026. Embora a produção não seja uma cinebiografia, ela incorpora elementos da trajetória e do imaginário construído em torno de Robert Johnson, levando sua história a uma nova geração de espectadores.

Para quem deseja conhecer mais sobre o músico e entender como nasceu a lenda da encruzilhada, uma boa indicação é o documentário ReMastered: O Diabo na Encruzilhada, disponível na Netflix. A produção reúne depoimentos de familiares, pesquisadores e músicos para reconstruir a trajetória de Robert Johnson e investigar os fatos por trás do mito, revelando por que ele continua sendo uma das figuras mais fascinantes e influentes da história da música.

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