Simples como Channel

Saiba mais sobre a polêmica e inovadora estilista que revolucionou os rumos da moda feminina

Por Tacy de Campos

Inovadora e controversa, assim foi a francesa Gabrielle “Coco” Chanel, uma das estilistas mais comentadas do século XX, fundadora da marca Chanel S.A., conceitual empresa de vestuário parisiense.
Nascida em 1883, filha de mãe lavadeira e pai vendedor, Chanel foi a segunda dos cinco filhos do casal. Perdeu a mãe aos doze anos e foi para um orfanato, em Saumur. Aos dezoito, vai morar em uma pensão católica de meninas em Moulins. Ainda bem jovem, descobre que leva jeito com agulhas e linhas e, junto a uma tia, resolve ir para um ateliê profissional de costura e viver independente.

Sonhava com o music hall e suas primeiras aparições aconteceram no La Rotonde. Seu apelido “Coco”, significava “querida” e veio da canção “Quem foi que viu Coco” (Qui qu’a vu Coco dans l’Trocadéro), por sempre cantá-la em cafés da noite em Paris. Assim, se tornou amante do milionário Etienne Balsam, frequentando festas e reuniões, onde conhecia gente da alta sociedade e do meio artístico da capital francesa, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.

Observadora e criativa, conseguiu em 1910 abrir sua primeira loja de chapéus, auxiliada pelo amor de sua vida, o milionário inglês Arthur Capel, que morre em um desastre automobilístico nove anos depois. Em 1921, criou o “Chanel n°5”, cobiçado perfume, que consolidou sua fama e deu um pontapé em sua fortuna. Adotou o numero 5 por considerá-lo seu número da sorte. Criou o “pretinho básico”, calças para mulheres, cardigans, cabelos curtos e o clássico tweed, além de tornar as pérolas um item clássico da moda.

Sua vida foi bem diferente das outras mulheres de sua época: não casou, não foi dona e casa e tampouco teve filhos. Seu estilo se refletia em suas criações: moda simples e confortável, incentivando a independência feminina dos âmbitos domésticos. Costumava mentir sobre sua idade e por causa do nazismo, foi exilada na Suiça após a Segunda. Guerra.

Chanel morreu em 1971, aos 87 anos, no Hotel Ritz, em Paris, onde morava. Seu império permanece até hoje e tem grande influência nas ruas e passarelas. Seu ateliê ainda produz criações ousadas e é dirigido por Karl Lagerfeld desde de 1983.
Sua frase célebre: “Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher”.
DICA: Assista o filme “Coco Antes de Chanel” (2009), com a premiada atriz Audrey Tautou.

Tacy de Campos é cantora, compositora e poeta curitibana, hoje mora em São Paulo.

Foto: de Camila Mira

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