Fora de Cena, Continuo fazendo Arte e os pães caseiros de Vini Sant

Por Vanessa Ricetti Ricardo

Já estamos entrando no quinto mês desde que a pandemia do coronavírus chegou ao Paraná , e interrompeu grande parte da economia. Mas não podemos deixar de salientar que alguns setores foram mais prejudicados do que outros. A classe artística, por exemplo, foi a primeira a parar suas atividades e provavelmente será a última a voltar. E só agora, na última semana de julho que o Paraná ficou sabendo do valor da Lei 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc. O estado receberá R$ 157.511.109, recurso esse, que será usado para pagamento de renda emergencial aos trabalhadores da cultura, R$600 no período de três meses, além de subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, que variam de R$3 mil a R$10 mil. O recurso também pode ser utilizado em iniciativas de fomento em editais, chamadas públicas e prêmios, por exemplo.

Mas já se passaram quase cinco meses, e muitos desses artistas estão se virando, pois as contas não param de chegar não é? A coluna “Fora da Cena, Continuo Fazendo Arte”, de hoje é com o cantor compositor e ator Vini Sant. Sua ligação com arte começou ainda quando criança, e desde muito pequeno ainda no interior de São Paulo, já cantava e dançava, desejando fazer parte do meio artístico. “Na cidade onde nasci eu comecei a cantar na Igreja, já compunha algumas canções, para a igreja ou não, mas sempre estava com o pessoal da música. Depois que me mudei para Curitiba, tive alguns trabalhos, estudei outras coisas, mas decidi viver de arte mesmo. Entrei na UNESPAR, tive banda de Rock Alternativo, participei do Grupo de MPB da UFPR e por fim, decidi ter um projeto que levasse o meu nome mesmo, que é a minha “carreira solo”, que já conta com o EP “Desassossego” e o single “Cicatriz” que estão nas plataformas digitais”, disse o músico.

Ainda na faculdade Vini, se aproximou de pessoas dos cursos de cinema, teatro e dança, foi aí que surgiram os primeiros convites para participar de filmes e peças de teatro. “Eu gostei de estar em cena sem ser como cantor. Em 2018 passei no teste para o curta-metragem “Aquele Casal”, no mesmo ano eu entrei em cartaz com as peças “De cara para a parede” do Martim Crimp e “A invasão” de Dias Gomes. No fundo a atuação já estava comigo desde pequeno, porque me lembro de querer montar “Sonhos de uma noite de verão” na escola e não dar conta, por não ter base de conhecimento para dirigir e atuar e pela escola não ter estrutura para auxiliar na montagem. Enfim, eu sempre tive namorando a atuação e fiquei muito feliz por ter tido essas oportunidades que só me fizeram crescer”, relembrou Sant.

2019 foi um ano especial para o artista, com muito trabalho, viagens, e segundo ele, no final do ano ele sabia que 2020 seria um ano diferente. “Costumo dizer que eu me preparei para tudo isso que iria acontecer sem saber que eu estava me preparando. Esse ano eu iria fazer uma temporada de teatro como ator, tinha um planejamento de fazer lançamentos musicais, além dos trabalhos na área técnica (eu também trabalho com montagem e operação de luz e som). Com a chegada da pandemia e os planos foram se desfazendo um a um, mas mesmo assim em abril eu lancei o videoclipe da música “Cicatriz” e o curta-metragem, que tinha estreado em 2019, e está circulando por festivais nacionais e internacionais, o que me deixa bem feliz porque são projetos audiovisuais que eu tenho muito orgulho de ter feito e que estão aí para as pessoas terem acesso durante a pandemia”, comentou Vini.

E por causa da pandemia Vini, começou fazer e vender pães para os vizinhos. A ideia deu tão certo, que foram indicando para outros amigos. “A escolha por fazer pão aconteceu meio ao acaso, eu comentei com a minha mãe que apesar de eu cozinhar, fazer bolos e doces eu nunca tinha feito pão; então resolvi testar, mas acabei fazendo uma grande quantidade, então distribuí entre meus vizinhos no condomínio e eles gostaram, foi assim que eu achei que levava jeito para o ofício. Mas isso de fazer produtos alimentícios para vender me salvou também quando eu me mudei para Curitiba, desde pequeno eu costumo carregar comigo uma receita de uns biscoitos que eu aprendi a fazer quando criança e então eu fazia eles para vender quando eu cheguei à cidade. Isso, na época, me salvou até eu conseguir um emprego com carteira assinada. Hoje eu faço os pães, faço as entregas, mas também sigo ministrando aulas de canto, fazendo cursos dentro da minha área de formação, estou produzindo conteúdos para Redes Sociais e YouTube, além de outros projetos que serão lançados em breve”, finalizou o artista.

Pra quem quiser encomendar os pães feitos pelo Vini Sant, é só acessar as redes sociais ou pedir através do WhatsApp 41 99885-5231. São três opções de pães caseiros o tradicional, com inhame e com coco.

Acompanhe também o trabalho do artista.

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Crédito fotos: Dani Durães

 

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