Fora Da Cena, Continuo Fazendo Arte com Cléo Cavalcantty e seu negócio Baião de Dois Quituteria

Por Vanessa Ricetti Ricardo

Esse momento pandêmico que o mundo esta enfrentando atingiu duramente todo o mundo, alterou a rotina de grande parte das pessoas, e infelizmente aqui na terra Brazilis, parece que as coisas irão demorar um pouco mais para voltar aos eixos. Muitas pessoas estão se reinventado, mas o fato é, que a classe que mais se prejudicou, é a classe artística. Teatros vazios, shows cancelados, produções de filmes paradas, atrás disso, estão milhões de trabalhadores que de uma hora para outra perderam sua renda. Por isso o objetivo aqui é mostrar o que esses artistas estão fazendo para se reinventar, nesse período tão difícil.

E a Cléo Cavalcantty, atriz e contadora de histórias, a primeira entrevistada dessa nova série, me chamou no instagram, e falou porque eu não fazia uma matéria sobre como os artistas estão se virando nesse período de corona vírus. Foi aí que a série “Fora da Cena, Continuo Fazendo Arte”, nasceu.

Foi em Barbacena, Minas Gerais, que Cléo iniciou sua vida nas artes, em 2006 se mudou para Curitiba, e fundou a Companhia Girolê Produções Artísticas, dedicada a trabalho de contação de história. Desde 2012 a atriz se dedica ao projeto Sobre Lendas e Mulheres, peça baseada na obra de Clarissa Pínkola Eztes, que aborda o universo feminino. O projeto também, contempla oficinas e vivência com mulheres em situação de vulnerabilidade. O espetáculo já percorreu vários estados brasileiros, além de Portugal e Uruguai. Em Curitiba Cléo, trabalhou com os profissionais: Edson Bueno, Amir Hadad, Rafael Camargo, Cida Airam, Luana Godim, Fernanda Júlia (Onisajé) e Hélio de Aquino.

O ultimo trabalho no palco da atriz, foi no dia 14 de março, e no dia seguinte teve a notícia do isolamento social e que todos os compromissos até o final do ano foram cancelados. Cléo é mãe e tem sua própria empresa que tem gastos mensais. “Eu tinha comprado chocolate pra fazer ovos de Páscoa de colher pra minha família e de repente me veio o estalo de oferecer para os amigos. Deu certo, um indicou pro outro e pro outro e o que começou como algo incerto, segurou as contas de março. Depois, passada a Páscoa adaptei o cardápio, pois eu percebi que cozinhar seria um respiro e uma salvação nesse período,  já que está difícil contar com as políticas públicas”, disse Cléo.

Após a páscoa, ela e seu companheiro que também é artista, começaram a cozinhar massas e comidas mineiras. “Minas é minha terra natal,  coisas que cresci vendo vó e mãe fazendo na infância.  Isso me motiva. Eu sempre senti falta dos quitutes feitos lá.  Agora não sinto mais, eu mesma faço.  E também fui ampliando o cardápio pra tentar atender à todos. Temos comida vegana, vegetariana e sem glúten. Pra complementar e criar um diferencial. Já que sou atriz, escrevo um mini conto à mão, sempre à partir de uma carta do Tarô”, comentou a atriz.

E foi assim que nasceu a Baião de Dois.” Agora cozinho junto com meu companheiro. Somos nós dois. E baião é um ritmo quente, contagiante que se dança à dois.É assim que precisa ser, pra gente não desanimar. Já o prato Baião de dois é uma junção de feijão com arroz basicamente.
Logo, temos comida, ritmo e paixão. Além do que, eu sou negra, ele branco. Junção de arroz e feijão como no prato”, finalizou Cléo.

A Baião de Dois Quituteria  oferece em seu cardápio, Nhoque, Coxinhas normais, sem glúten e opções vegetarianas e veganas. Alfajor, bolo tsunami, bolo de milho e coalhada com iogurte grego, bolinhas de queijo e bombons no pote.

Os pedidos podem ser feitos através da página no instagram Baião de Dois Quituteria ou pelo telefone e whatsapp 41 99546-4539.

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