Adriano Esturilho lança “32 de Dezembro” e reedita seu primeiro livro

O autor curitibano estará n​a Vila ​Cultural Cemitério de Automóveis, em Londrina, nesta sexta-feira (22/6) em pocket show e sarau poético com entrada franca

O escritor, compositor e diretor de teatro e cinema Adriano Esturilho não para. Nem bem terminou a temporada de sucesso de seu mais recente trabalho teatral, ele já lança seu novo projeto literário com dois livros. “32 de dezembro – estudos para um voo torto” reúne poemas e prosa poética produzidos nos últimos cinco anos e inéditos em livro. Ao lado dele, “Cancha 2 – cantigas para perverter juvenis”, seu primeiro livro, publicado em 2007, ganha uma reedição. A publicação conjunta dá um panorama da obra do autor no campo da poesia e literatura.

A programação de lançamento passou pela Feira do Livro da UEM, em Maringá, e nesta semana segue para Londrina (22/6), n​a Vila  Cultural Cemitério de Automóveis, com direito também a uma edição especial do Vox Urbe com Ricardo Pozzo, juntamente com o já tradicional Sarau Poético com Christine Vianna, Samantha Abreu e Leandro Benevides. Depois ele retorna a Curitiba para duas paradas. No dia 25, no bar Ornitorrinco, também com uma edição do Vox Urbe e a participação de outros autores. E no dia 28/6 ele estará na sede da Universidade Federal do Paraná.

No Cemitério de Automóveis e no Ornitorrinco haverá também um pocket show de seu projeto musical “estu! Subtropical”, ao lado do músico e produtor Eugênio Fim. Além das canções do CD lançado em 2017, eles farão a leitura sonorizada de alguns textos dos livros.

Nas duas obras a prosa poética explora construções rítmicas e sonoras, o experimentalismo e o risco. As obras arriscam-se em  agramaticalidades, como a ausência de letra maiúscula e acentuação em alguns textos e na contaminação do texto por elementos da linguagem coloquial da internet (abreviação, sinais gráficos, entre outros).

O autor – Multiartista, Adriano Esturilho é um dos nomes mais ativos na produção artística da atual cena paranaense. Frente à Processo Multiartes, sua trajetória é marcada pelo trânsito entre teatro, literatura, cinema e música. A experimentação de linguagem é sua marca e assim ele busca uma poética híbrida e iconoclasta. Seus estudos da plagicombinação no teatro e na música fazem referência ao pós-modernismo ao tropicalismo, ao concretismo e à poesia marginal e se traduzem em projetos em diferentes áreas artísticas, que não raramente misturam as linguagens.

Com sua produtora, ele tem vários projetos em andamento este ano: VOX URBE, lançamento do clipe VERBO, as peças AIRBAG, CÁRDIO e #zeqpop, e a edição do livro Pequeno Dicionário de Azuis, de Fernando Koproski.

Livros – Em “Cancha 2 – cantigas para perverter juvenis” o autor reúne contos curtos e poemas ácidos que dão vazão a uma voz lírica e a um passional espírito adolescente/juvenil. Numa experimentação linguística arrojada abre mão do uso da acentuação e da letra maiúscula e deixa sua escrita ser contaminada pela linguagem coloquial da internet (com suas abreviaturas e sinais gráficos).

Cada conto leva o nome de um ponto da capital paranaense, de modo a propor ao leitor um passeio por lugares que conservam seu significado geográfico, mas que também ganham outros significados simbólicos para quem não conhece a cidade. O conteúdo temático busca estados de tensão que beiram o realismo mágico e o hiperrealismo, alternados a recortes de situações cotidianas que ganham nova significância a partir de uma narração que propõe um recorte de olhar por vezes cinematográfico. Por fim, a voz juvenil passional frequentemente rompe a página em galope, numa bipolar variação de momentos de euforia e melancolia.

Já em “32 de dezembro”, essa voz juvenil ganha outras cores e dores, evocando dilemas existencialistas típicos da juventude. Agora a busca é por uma caminhada que se dá o tempo todo numa tênue corda bamba, equilibrando-se a voz narrativa entre a pulsão de vida e de morte. O título remete a um espírito de quebra de limite – paradigma – que circunda a obra. Ao mesmo tempo o subtítulo – “estudos para um voo torto”– aponta para o caráter libertário que acompanha o eu lírico do livro, seja através de um olhar que briga com a moral vigente ou na forma dos textos (poemas/contos híbridos).

Serviço:

Pocket show e lançamento de 32 de Dezembro, de Adriano Esturilho.

 Dia 22/6 às 20h30 – Entrada franca.
Vila Cultural Cemitério de Automóveis (R. João Pessoa, 103 – Londrina). Entrada franca.

 25/06 às 20h30:
Ornitorrinco (R. Benjamin Constant, 400 – Curitiba): Entrada franca

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