São Paulo
“Rapsódia-Guarujá” estreia segunda temporada em São Paulo com anti-ópera cyberpunk sobre a América Latina
Novo espetáculo de Gabriel Alvim e do Teatro Esquizo ocupa o Teatro de Arena Eugênio Kusnet a partir de 15 de maio, em São Paulo. “Rapsódia-Guarujá” mistura teatro, ritual e estética cyberpunk para retratar violência, memória e sobrevivência na América Latina contemporânea.
foto: Divulgação
Gabriel Alvim e o coletivo Teatro Esquizo estreiam a segunda temporada de “Rapsódia-Guarujá”, definida como uma anti-ópera fantasmagórica sobre novas latinoamericanidades. Em cena, o litoral idealizado reaparece como um território cyberpunk atravessado por traumas, violência, excessos e sobrevivências, em um espetáculo que mistura teatro, ritual, música e colagem sonora para criar um retrato desconcertante da América Latina contemporânea.
A trama acompanha Jaqueline, uma mulher, mãe solo e traficante internacional de drogas que, perseguida por um crime cometido, revisita fragmentos de sua vida no Guarujá. Entre memórias fragmentadas e imagens violentas, a peça transforma a própria cena do crime em fala, evocando fantasmas pessoais e coletivos de um país marcado por desigualdades e ruínas.
Após temporada realizada na SP Escola de Teatro em abril, “Rapsódia-Guarujá” entra em cartaz a partir de 15 de maio no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. As apresentações acontecem às sextas e sábados, às 20h30, e aos domingos, às 18h, durante todo o mês de maio.
O elenco reúne Bea Brito, Camilla Ferreira, Francisco Andolfato, Henrique Bravi, Luiz Vitor Oliveira e Nilson Muniz. Partindo de uma dramaturgia autoral lírico-dramática, Gabriel Alvim constrói um espetáculo que aposta na potência mágica da fala e em atmosferas de pouca luz para criar um ambiente limiar, onde gesto, canto, dança e som operam como forças de evocação.
Composto por fragmentos cênicos, “Rapsódia-Guarujá” substitui personagens por figuras, diálogos por monólogos e narrativas lineares por uma sucessão de imagens sonoras e visuais. O desenho de som surge como uma colagem de restos da cultura pop brasileira, enquanto a iluminação pontual reforça o caráter fantasmático da montagem. Entre violência e esperança, desolação e farsa, morte e vida, o espetáculo propõe uma experiência polifônica que transforma o Guarujá em símbolo de uma América Latina subterrânea e em combustão.
“Rapsódia-Guarujá” integra uma trilogia dramatúrgica autoral de Gabriel Alvim. Após “xOxO” (2024) e a atual montagem, o artista desenvolve “EIPE – Marcus, terreno baldio”, texto inspirado em Franz Kafka, Jordan Peele, Tadeusz Kantor e Maurice Maeterlinck. A nova obra acompanha um macaco humanizado em colapso dentro de um obscuro reality show brasileiro, aprofundando a pesquisa do grupo sobre imaginários latino-americanos underground e encenação contemporânea autônoma.
SERVIÇO:
Espetáculo: Rapsódia-Guarujá
Cia Teatral: Teatro Esquizo
Local: Teatro de Arena Eugênio Kusnet (SP)
Data: Estreia 15/maio – 2a Temporada 15/05 a 31/05 – sextas e sábados, às 20h30, e domingos às 18hrs.
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Vendas pela internet pela Sympla ou na bilheteria
(até o dia 08/maio vamos subir o link do sympla)
Lotação: 90 lugares
Duração: 50 minutos
Gênero: Esquizo-lírico-dramático
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA “Rapsódia-Guarujá”
Idealização: Teatro Esquizo
Dramaturgia e Encenação: Gabriel Alvim
Elenco: Bea Brito, Camilla Ferreira, Francisco Andolfato, Henrique Bravi, Luiz Vitor Oliveira e Nilson Muniz
Iluminação: Renato Banti e Gabriel Alvim
Operação de Luz: Bruno Vizzotto
Produção Musical: Heal_mura, Gabriel Bulgarelli e Gabriel Alvim
Operação de Som: Gabriel Bulgarelli
Fotografias: Bea Brito
Artes Gráficas: Fernanda Cunha e Henrique Bravi
Figurinos: Bea Brito, Camilla Ferreira, Francisco Andolfato, Henrique Bravi, Luiz Vitor Oliveira e Gabriel Alvim
Produção: Bea Brito, Henrique Bravi, Martina Colafemina e Gabriel Alvim
Assistência de Produção: Rafael Castilho
Apoio: Os Satyros, Teatro Arthur Azevedo, Instituto Brasileiro de Teatro (IBT).

