Música
Mistura Fina – Especial Arismar do Espírito Santo!

Por Giseli Canto
Uma série que descreve em seus episódios as histórias curiosas desse músico, chamada Griô dos Sons. Esse programa traz uma conversa entre um jornalista e um músico. O jornalista é Carlos Bozzo Junior, paulistano, estuda música desde criança. Estudou em conservatórios, institutos e escolas especializadas em música, no Brasil e no exterior e é pós-graduado em Jornalismo Cultural.
A ideia de falar Arismar do Espirito Santo vem de uma série de vídeos que o músico compartilhou comigo que, pelas curiosidades reveladas, achei interessante trazer aqui. Arismar é músico multi-instrumentista, brasileiro, que além de tocar contrabaixo, guitarra, violão, piano e bateria, faz composições e arranjos harmônicos de forma ímpar, só dele! Ele passeia com facilidade pela vida dos sons e tem tanto a dar a música que os estilos musicais, seja jazz, samba, choro ou rock, consomem tudo que ele tem a oferecer, como se lhe faltassem teclas, cordas e instrumentos pra satisfazer toda criatividade e plástica sonora. Generoso com seus pares que bebem dessa fonte inesgotável de música, presenteia a todos com seu estilo inigualável.
Como ele diz: Salvemaninha! Eu digo salvemaninho! Falo desse artista porque ele é do mundo e não somente daqueles que conviveram ou convivem com ele. É uma oportunidade de dizer da importância de sua música e de sua história. Nos anos 90, eu o conheci pessoalmente no Bar Crystal, quando demos uma canja juntos fazendo O Cantor da Noite (Ivan Lins). Na época, tinha grande admiração e, cantando com ele, conquistou meus ouvidos.
Em Griô dos sons, o jornalista Carlos Bozzo Junior explica, que Griô é uma palavra usada na África Ocidental para designar pessoas que são responsáveis por transmitir e preservar histórias, conhecimentos, mitos e músicas dos seus povos. Arismar é uma fonte pulsante em que todo músico deveria beber e sentir.
Alguns detalhes no seu jeito de tocar chamaram minha atenção. No primeiro episódio, ele conversa com os acordes enquanto toca a música que fez pra sua mãe Araci Lima. Preste atenção na mão esquerda, lá pelos minutos 5’35, quando ele faz um gesto, como se dissesse ao piano, tá! E daí? O que vai ser?
Você sabe o que é musicalização, o processo em que despertamos pra música e somos musicalizados? Arismar conta das músicas que ouvia desde sempre em sua casa e que na sua memória ficaram; tudo que ele lembra das músicas da sua infância e de onde vem a sua inspiração e sua formação musical. Certamente, se estiver aberto, você irá caminhar pelas trilhas do saber.
Eu falo de magia, de buscar no passado a permissão, o deixar-se levar, o criar apenas pela emoção de criar, um breve instante que o compositor faz uma música aproveitando o ensejo da ocasião. Dos shows às canjas, tudo são histórias riquíssimas de momentos inesquecíveis que viram música nas mãos desse instrumentista. O fato vira conceito na voz de Arismar. Ele diz: a canja é o cio do músico, o canja manda no som!
As curiosidades são muitas e trazem histórias hilárias de Arismar que fazem a gente rir, mas não as contaria melhor do que ele. – a porta da Igrejinha que se abriu e o baixista saiu na rua tocando e dá de cara com Filó Machado; o momento de ator que Arismar vive, uma cena em que ele voa por cima de mesas e cadeiras; a freira que entra pra perguntar o que é pacaraio; Isaurinha Garcia que quer ficar nua no palco; Chu Viana tentando fazer os golpes de Bruce Lee e trinca uma costela; o solo de Osvaldinho do pandeiro que quase rendeu a venda de seus pandeiros. Uma sucessão de incríveis momentos pra relaxar e rir.
Ao falar sobre a beleza de se fazer jingles, uma ferramenta da publicidade, ele nos faz perceber como era prazeroso e cheio de arte esse trabalho. Era um mundo repleto de alegrias em trinta segundos. Tínhamos um outra verdade sobre as criações publicitárias. O negócio era fazer música e não fazer música como negócio. Por lá ficou um tempo de criar que talvez tenha se perdido pelo caminho.
Então, o que aconteceu com esse universo da música pela música? Das palavras de Arismar que reflete, trago aqui a oportunidade de ainda podermos resgatar o fazer música pela música. Tem gente fazendo isso ainda, tem quem viva a música e a faça viver; não olhe pra traz como um passado distante. Parafraseando Arismar – faça parte da turma que faz nascer o som nos lugares!
O nexo faz a junção entre a figura desse artista em sua estatura, seu tempo de vida, suas histórias e Griô. As homenagens executadas em seus instrumentos a outros artistas desembocam em melodias entremeadas de linhas suscetíveis e impressões imediatas. Ele é um experimento musical, um pensamento, uma proposição, um argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano. Ele desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria.
Esse episódio foi feito pra gente conversar uma coisa, pra gente contar uma história do que é ser um Griô. Eu acho que a ideia é transmitir e preservar. Uma história sensível de diferentes paisagens, de coisas diferentes, de sotaques, cores, cheiro, tocata, sabores, amores e amizades através da música, através da arte, através da delicadeza, que é de onde a gente veio. A gente é fruto do amor a gente devolve isso em forma de música. ARISMAR.
Como recebi os episódios com muito carinho, eu compartilho com você leitor, que vai poder assistir a todos seguindo o canal do You Tube de Arismar do Espírito Santo.
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EPISÓDIO 01: ” d’onde”
São ao todo 7 episódios que você pode acessar no canal do artista
EPISÓDIO 02 : “chegança”
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Serviço
Fonte: https://musicaemletras.blogfolha.uol.com.br/perfil
Canal do YouTube: https://www.youtube.com/c/arismardoespiritosantooficial
Site: https://www.http://www.arismardoespiritosanto.com.br
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