A cantora, compositora e poeta Zeferina lança o single com clipe de Flor de Oxalá feat Zudizilla

O trabalho é uma homenagem aos orixás Oxalá e Oxum e a cor branca usada às sexta feiras pelos seguidores das religiões de matriz africana

“Flor de Oxalá” é o novo single da cantora e compositora paulista Zeferina, um feat com o rapper e compositor Zudizilla. A faixa, que é lançada na sexta feira, 20 de agosto de 2021, é uma homenagem da artista a Oxalá e Oxum, orixás que regem este ano nas religiões de matriz africana. Link do pre save. O videoclipe estará no youtube no dia 27 de agosto.

Este é o segundo single/clipe que Zeferina lançou este ano, o primeiro foi “São Jorge Guerreiro”, um feat com Tássia Reis, no Dia de São Jorge. Realizado no mês de julho pelo estúdio da agência de comunicação Inspiração 6, “Flor de Oxalá” é uma parceria com a artista, por meio do projeto “Contra-Plano”, que visa dar apoio audiovisual para artistas das periferias.

Inspirada no Afrofuturismo, a obra fala da união de Oxalá e Oxum, ambos guerreiros, mas que trazem paz. Fala do axé que os dois orixás trazem ao mundo através de suas mitologias e ritos espirituais. Dá ênfase e representatividade as vestes brancas usadas nas sextas-feiras que praticantes de religiões de matriz africana usam em suas vestes. Esse conceito é retratado como um ato de resistência em toda a estética do clipe no figurino e na maquiagem que os dois artistas usam, a fim de combater a intolerância religiosa.

“O contato com as ervas na A terra de rosa, empresa de produtos naturais a qual sou sócia e empreendedora junto com a Elisa Rosa tem me nutrido bastante. Em especial a folha e o chá de boldo, que é a erva de Oxalá”, conta Zeferina, “a inspiração para escrever essa música veio da minha relação com a natureza e a observação na força que as ervas e que a água têm, as ervas são vida, a água é vida”.

“Busquei não fugir do que a Zefa me propôs, já que quando recebi a música a parte dela já estava pronta. Tentei trazer a mesma dinâmica para meu mundo, porque em meu caminho eu tenho a benção de Onisá e na qualidade de meu santo ele é também é bondoso, mas é principalmente implacável perante as más condutas.” relato de Zudizilla.

Este é o primeiro single em parceria com o músico e produtor musical Léo Mendes, que vai produzir o primeiro álbum solo da artista, em conjunto com Mauricio Tagliari, diretor do selo ybmusic.

A cantora, compositora e poeta Zeferina (@zeferinaoficial) nasceu em São Paulo, terra de Exu, onde a arte da palavra é ofá na ponta da língua(que em iorubá significa arco e flecha, artefato metálico sagrado). Renasceu em Oxum (Orixá senhora da beleza, da fertilidade, do dinheiro e da sensibilidade), honrando toda sua herança preta ancestral. Como ela mesma se identifica, Zeferina é periférica, curandeira, cantadeira, letrista, performer, mãe solo e livregbt. Iniciou sua carreira nos saraus de “Literatura Marginal” e rodas de samba,cantando ao lado de grandes artistas da música brasileira.

Como quem já sabe para que veio ao mundo, hoje a cantora apresenta uma nova roupagem musical contemporânea capaz de levar aos mais jovens o conhecimento e força dos ancestrais, que simbolizam o renascimento da alma através da força da mulher negra no cenário urbano, a fim de combater o racismo,o machismo e a intolerância religiosa. Seu som é afrofuturista, retrata o divino, representa o feminino,inspira a potencialidade do que é sagrado nos extremos da periferia.

Promove a transformação explorando temas como a magia afro-brasileira e a força da mulher em busca de auto afirmação. “Invocar o poder de Zeferina significa a recuperação de uma memória subversiva em favor da luta das mulheres negras, pois “essa mulher tem poder”. Mais infos: https://linktr.ee/Zeferina_Oficial

Nas rimas de Zudizilla cabe o mundo. Do sul do Brasil o rapper despontou, mas cada vez mais vem abrindo novos espaços e rumos com uma produção arrojada e organicamente conectada às principais tendências sonoras do momento. Flertando com o jazz e a cultura hip hop, Zudizilla também bebe de referências e ideias da música popular brasileira, acentuando de modo preciso sua obra com o aqui e agora – ainda que para sua caneta, noções como passado, presente e futuro caibam todas num mesmo verso.

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