Segunda Autoral do Bardo Tatára, um movimento, uma ideia

Por Vanessa Ricetti Ricardo

Semana passada li uma critica que considerei bem pesada em relação a movimentos de música autoral. Infelizmente fui procurar a publicação para responder e não a encontrei. E foi assim que decidi escrever esse texto.

Vi a Segunda Autoral do Bardo Tatára nascer, cheguei a presenciar conversas entre Tatára e Cabelo, antes mesmo da segunda surgir. Lembro como se fosse hoje, algumas mesas reunidas na sala central do bar, em volta delas não mais que dez compositores.

Assim nasceu esse movimento, essa ideia como diz Tatára, onde eu e milhares de pessoas que nesses quase onze anos, tiveram a oportunidade e o privilégio de conhecer a música que é produzida em Curitiba. Realmente não consigo entender essas críticas, ainda mais em Curitiba, que o espaço para a música autoral ainda é muito pequena. Escutamos sim alguns artistas nas rádios, mas esse número é irrisório, em comparação com número de compositores com um trabalho autoral na Cidade.

Considero a Segunda Autoral, um movimento de valorização da música e dos artistas. E esses mais de 10 anos, resultaram em grande beneficio, tanto para a música quanto para os compositores. Através dessa ideia surgiram novas músicas, parcerias, shows, festivais.

Um desses exemplos é a parceria que surgiu do músico e compositor Marlos Soares e da Banda Namastê, que gravou a música “Onde a Gente Mora“, com a participação de Zeca Baleiro. O vídeo tem quase 50 mil visualizações no YouTube.

Além dos encontros no bar às segundas-feiras, Tatára realizou projetos como Juntando Gente, Salada Polaca e Como Se Fosse Um Poema, que levaram os músicos e compositores para outros espaços culturais da Cidade.

Em 2018, a Segunda Autoral foi convidada a ter uma programação dentro do Psicodália, festival que acontece na Fazenda Evaristo em Rio Negrinho, Santa Catarina. Vários artistas passaram pelo palco do festival e tiveram um espaço dedicado para mostrar a sua arte.

Depois de muito tempo trabalhando com arte e com jornalismo cultural, acredito que só assim é possível criar uma audiência para a valorização da nossa arte. Se o teatro tem formação de platéia, nada mais justo que a música também tenha. E Porque não tem a mesma preocupação o mesmo bairrismo que existe no Rio Grande do Sul ou na Bahia? Precisamos valorizar a nossa arte, a nossa música.

E outra pergunta que eu faço. Qual cantor, cantora, compositor, compositora que é de Curitiba, ou que faz música na cidade e que você conhece? Que Você Ouve?

Se a resposta for que não conhece nenhum, indico, prescrevo que vá, qualquer segunda-feira ao Bardo Tatára, lá você terá a oportunidade de ouvir e conhecer parte dos músicos e compositores (as) que fazem música em Curitiba.

Confira o documentário sobre a Segunda Autoral , lançado em 2015. Direção e Montagem Zé Guilherme Fidelis e Assistente de Direção Cibele Rohde.

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