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Cultura

Lina Sumizono: a fotógrafa que ajuda a guardar a memória do teatro de Curitiba

No Dia do Fotógrafo, A Cena homenageia o olhar de uma profissional que há anos acompanha a produção teatral da cidade e transforma momentos efêmeros do palco em imagens que permanecem

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Foto: Robson Mafra

Por Redação

O teatro é uma arte feita de presença. Acontece diante dos olhos do público, em um determinado espaço e durante um determinado tempo. Quando as luzes se apagam e a plateia deixa a sala, aquela experiência já não existe da mesma maneira.

É aí que a fotografia assume também o papel de memória.

Em Curitiba, um dos nomes que há anos ajudam a construir esse registro é Lina Sumizono, fotógrafa que tem no teatro e nas artes cênicas uma parte importante de sua trajetória profissional.

Seu trabalho pode ser encontrado em diferentes espetáculos e projetos da cena curitibana e ganhou, mais uma vez, grande visibilidade durante a 34ª edição do Festival de Curitiba, realizada em março e abril de 2026. Lina integrou a equipe oficial de fotógrafos do festival, ao lado de profissionais como Annelize Tozetto, Dayana Jacqueline, Humberto Araújo, Luisa Vieira, Maringas Maciel, Miriane Figueira, Rodrigo Leal, Solomon R. Plaza e Susan Sena.

Durante o festival, seu olhar esteve presente em diferentes momentos da programação. Fotografias assinadas por Lina foram utilizadas, por exemplo, em registros oficiais de espetáculos como Beijo e Asfalto ou O Fato É, apresentado no Miniauditório do Teatro Guaíra, e também em materiais de divulgação e cobertura de outras atrações da edição.

Fotografar o que acontece uma única vez

Fotografar teatro exige mais do que registrar uma cena bonita.

O fotógrafo precisa acompanhar o movimento, compreender a luz, antecipar o gesto e encontrar, entre centenas de possibilidades, aquele instante capaz de traduzir uma experiência inteira.

É um trabalho que acontece em diálogo com muitas outras áreas da criação teatral.

Essa perspectiva esteve presente na exposição realizada pela PUC-PR em 2026, dedicada à fotografia do Festival de Curitiba. Com curadoria de Annelize Tozetto, a mostra reuniu imagens produzidas ao longo das edições do festival e propôs justamente uma reflexão sobre os diferentes encontros que existem dentro da fotografia teatral: entre artista e público, entre palco e bastidores e também entre o fotógrafo e o espetáculo.

Lina esteve entre os fotógrafos representados na exposição.

A dimensão desse trabalho pode ser percebida também pelo volume de imagens produzidas. Segundo informações relacionadas à mostra, somente em 2025 a equipe de fotógrafos do Festival de Curitiba produziu mais de 16 mil registros. A seleção para a exposição partiu desse enorme arquivo, buscando imagens capazes de contar diferentes aspectos da experiência do festival.

Uma imagem também conta uma história

Quem acompanha o teatro por meio da fotografia sabe que uma boa imagem não é apenas uma reprodução do que aconteceu no palco.

Ela pode revelar um gesto que passou despercebido durante a apresentação, aproximar o público de um artista, mostrar a força de uma iluminação ou preservar uma cena que nunca mais será repetida daquela maneira.

É por isso que o trabalho do fotógrafo de teatro também participa da construção da memória das artes cênicas.

No caso de Lina, esse registro atravessa diferentes espaços e produções da cidade. Em 2026, por exemplo, fotografias suas foram utilizadas pelo Centro Cultural Teatro Guaíra na divulgação de Beijo e Asfalto ou O Fato É. Também há registros de trabalhos apresentados durante o Festival de Curitiba, como Sidarta e Degeneração: a promessa dos monstros.

São imagens que permanecem quando o espetáculo já deixou de ser apresentado.

Guardar o teatro

Para o Jornal A Cena, que acompanha a produção cultural de Curitiba, falar sobre fotografia teatral é também falar sobre documentação cultural.

Ao longo dos anos, fotografias ajudam pesquisadores, jornalistas, artistas e público a reencontrar espetáculos, artistas e momentos que fazem parte da história cultural da cidade.

Nesse sentido, o trabalho de Lina Sumizono ultrapassa o registro de uma apresentação.

Cada fotografia também é um fragmento de memória.

Neste Dia do Fotógrafo, celebrado em 19 de agosto, A Cena e o Eu Amo Curitiba prestam sua homenagem a Lina Sumizono e aos profissionais que, por trás das câmeras, ajudam a garantir que a cena cultural não desapareça quando as luzes do palco se apagam.

Porque o espetáculo termina.

A imagem fica.

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