Interaja conosco

Cultura

FLIMO 2026 transforma Morretes em capital da literatura paranaense com homenagem a Alice Ruiz

Festival literário ocupa a cidade entre os dias 4 e 7 de junho com debates, oficinas, lançamentos, espetáculos e atividades para todas as idades, celebrando os 80 anos da poeta Alice Ruiz.

Publicado

em

Entre os dias 4 e 7 de junho, Morretes recebe a 5ª edição da FLIMO – Festa Literária de Morretes, consolidada como um dos principais encontros literários do Paraná. Com uma programação gratuita que reúne escritores, artistas, pesquisadores, educadores e leitores, o festival ocupa diferentes espaços da cidade com debates, oficinas, lançamentos de livros, espetáculos, apresentações musicais, contações de histórias e atividades voltadas às infâncias.

Realizada em meio à paisagem histórica e natural do litoral paranaense, a FLIMO propõe encontros que aproximam o público da literatura em suas múltiplas formas, transformando a cidade em um grande território de circulação de ideias, memórias e narrativas.

A edição de 2026 presta homenagem à poeta curitibana Alice Ruiz, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea, que completa 80 anos neste ano. Vencedora do Prêmio Jabuti e referência na escrita de haicais, Alice terá sua trajetória celebrada por meio de mesas de conversa, oficinas, intervenções artísticas e atividades dedicadas ao legado das mulheres haicaístas do Paraná.

A abertura oficial acontece no dia 4 de junho, no Instituto Mirtillo Trombini, com a conversa “De Helena a Alice – O Haikai Paranaense”, conduzida pela escritora e agente cultural Gisela Bester. O encontro destaca a influência de Helena Kolody na formação literária de Alice Ruiz e sua contribuição para a consolidação do haicai no estado.

Ao longo de quatro dias, a FLIMO reúne autores de diferentes gerações e linguagens. Entre os destaques estão a escritora Aline Bei, autora de “O Peso do Pássaro Morto”; a premiada Verônica Stigger; o escritor, tradutor e professor Caetano Galindo; o romancista Cristovão Tezza; e o jornalista e escritor José Castello.

A programação também contempla discussões sobre literatura indígena, memória oral, preservação cultural, ilustração, autoria, processos criativos e os desafios da escrita em tempos de inteligência artificial.

#Oficinas gratuitas

A formação artística ocupa lugar central na programação. Entre as atividades, Alice Ruiz ministra a oficina “Capturando o Instante: A Poética Precisa do Haicai”, uma imersão de três dias dedicada à teoria e à prática dessa forma poética japonesa.

Também estão previstas oficinas com Verônica Stigger, que propõe exercícios de imaginação e criação literária, e com Ana Matsusaki, que compartilha os bastidores da produção de livros ilustrados.

Literatura e território

Uma das marcas da FLIMO é a relação entre literatura e cidade. Durante o festival, o público poderá participar do percurso literário “Entre trilhos e trilhas: Presença Negra em Morretes”, conduzido pela atriz e dramaturga Kamylla dos Santos. A atividade revisita personagens e histórias que ajudaram a construir a memória negra do município.

Outro destaque é a inauguração da Seção Alice Ruiz de Literatura Paranaense na Biblioteca Pública Municipal José Gonçalves de Moraes, que passa a reunir cerca de 700 títulos de autores do estado.

#Música, fandango e exposições

A programação artística inclui apresentações musicais diárias, valorizando artistas do litoral paranaense. O tradicional fandango caiçara também marca presença com um baile comandado pelo Grupo Viola Afiada e mestres da cultura popular da região.

No dia 6 de junho, o público poderá acompanhar o relançamento de “Navalhanaliga”, obra de Alice Ruiz, seguido pelo espetáculo musical “No País de Alice”, com Rogéria Holtz, Estrela Leminski e Téo Ruiz.

Durante todo o evento, o Instituto Mirtillo Trombini recebe ainda a Exposição Prodesign, dedicada ao design editorial e à criação de capas de livros.

Espaço dedicado às infâncias

A Orelha, segmento infantil da FLIMO, ocupa a Estação das Artes com uma programação voltada para crianças e famílias. Espetáculos teatrais, contações de histórias, oficinas de cordel, quadrinhos, haicai, yoga musical e experiências sensoriais integram as atividades.

Entre os destaques estão as apresentações de “Terezinha – História de Amor e Perigo”, da Cia Filhos da Lua; “Boi de Uma Mão”, do Trio Mamulengo; “Gran Circo Stopim”, da Cia dos Palhaços; e “Minha Casa é um Circo”, com Ezequiel Ferdmann.

Jornalismo cultural em debate

As rodas de conversa realizadas no palco externo ampliam o diálogo sobre literatura, edição e produção cultural. Entre os temas previstos está o painel “Jornalismo Cultural no Paraná”, reunindo os jornalistas Maximilian Santos e Luciana Melo para discutir desafios e perspectivas da área.

Lançamentos e encontros com autores

A feira literária também será palco para dezenas de lançamentos e sessões de autógrafos. Obras de poesia, romance, contos, literatura infantil e publicações coletivas serão apresentadas ao público ao longo dos quatro dias, fortalecendo a produção editorial independente e o trabalho de autores paranaenses.

Com entrada gratuita, a FLIMO reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à leitura e com a valorização da produção literária contemporânea, transformando Morretes em um dos principais polos culturais do Paraná durante o feriado de Corpus Christi.

5ª FLIMO – Festa Literária de Morretes

Quando: de 4 a 7 de junho de 2026

Onde: Instituto Mirtillo Trombini e outros espaços culturais de Morretes

Entrada: gratuita

Programação completa: www.flimo.com.br

Seja nosso parceiro2

Megaidea