Dos palcos do teatro para as telas

É obvio que a tela do computador não trás a mesma sensação de estar sentado em uma poltrona, com aquele cheiro que só o teatro tem. Mas tem sido uma excelente alternativa para o público que como eu, ama teatro.

Por Vanessa Ricetti Ricardo

É inquestionável que a pandemia do coronavírus tem sido devastadora, principalmente no Brasil. Após um ano desde que a doença chegou ao país, os números não param de crescer. Vários setores da economia foram afetados, e com quem faz arte e entretenimento não foi diferente.

Por causa das restrições necessárias para conter novos contágios, e com teatros fechados, produtores e artistas têm se reinventado e trazido um pouco de alento através da arte, por meio das telas de computadores e celulares.  Muitas companhias de teatro têm apresentado seus espetáculos e dramaturgias através dos aplicativos de streaming.

É obvio que a tela do computador não trás a mesma sensação de estar sentado em uma poltrona, com aquele cheiro que só o teatro tem. Mas tem sido uma excelente alternativa para o público que como eu, ama teatro.

E o melhor disso tudo, para quem mora na região sul, tem acesso a peças de teatro produzidas no eixo Rio e São Paulo, que provavelmente demorariam pra chegar até aqui. Esse é o caso da peça BR Trans, solo do ator Silvero Pereira, que veio para Curitiba a quatro anos atrás, realizada no Teatro Paiol durante o Festival de Curitiba. Por ser uma peça bem requisitada muita gente não conseguiu ver.

Até o dia 28 de março no canal do YouTube da Quintal Produções, o espetáculo BR Trans, com direção de Jezebel de Carli, está com o link disponível. O ator Silvero Pereira, dá voz a histórias reais de travestis, transexuais e transformistas, trazendo para o palco o relato de exclusão e violência presentes no cotidiano dessa população. O espetáculo também conta com apresentação em libras.

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Vanessa Ricetti Ricardo

Vanessa Ricetti Ricardo, jornalista e assessora de imprensa, pós graduada em cinema, desde o início de sua carreira se dedica ao jornalismo cultural. Trabalha como repórter em rádio. Criou em 2013 o Jornal A Cena, onde divulga a arte e a cultura realizada no país.

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