MISTURA FINA – Julião Boêmio – o cavaquinho das noites curitibanas

“Enquanto os amigos jogavam futebol e carrinho eu brincava com o cavaquinho e tocava com a velha-guarda.” JULIÃO BOÊMIO

Por Giseli Canto

A música instrumental, que normalmente é de um gosto não tão popular, se populariza na MPB nos sambas e choros, trazendo grandes composições de Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Dominguinhos e também nas novas obras de Curitibanos como Julião Boêmio. Contado por esse boêmio cavaquinhista, que ilumina nosso público, ele iniciou ainda criança, como sua principal diversão, brincando com o cavaquinho ao invés de brincar de bola e de carrinho, o que lhe deu o apelido de Julião Boêmio. Sua excelência em seu instrumento muito nos alegra pelos registros em CDs e plataformas, com recursos próprios ou em projetos, propaga a música paranaense para Brasil e para o mundo.

Curitiba tem sido um berço de música instrumental e o samba e o chorinho estão na frente, puxando esse cordão. Na frente desse cordão estão muitos músicos de Curitiba, um deles Julião, que sua sensibilidade e composições agigantam a cidade. São vários os seus trabalhos que trazem grandes nomes da música brasileira. Nascido 1979, ele já transita como profissional na música há 28, mais da metade de sua vida tocando cavaquinho. Hoje, além de seus projetos, também é professor de Cavaquinho e prática de Conjunto de Choro no Conservatório de MPB de Curitiba. É músico e sub Regente da Orquestra a Base de Cordas de Curitiba.

Seu primeiro trabalho autoral instrumental, o disco Feijão no Dente, foi lançado em 2010. Suas composições são baseadas em histórias, muitas vezes engraçadas. Ele também tem produções musicais em shows e turnês, entres elas, com Nilze Carvalho, Carlinhos Vergueiro, Tia surica e Mãe Orminda. O curitibano trabalhou com grandes nomes da MPB como Paulinho da viola, noite ilustrada, Altamiro Carrilho, Hamilton de Holanda, Yamandu costa. Não é fraco não! É um talento que sustenta a cultura paranaense com música de qualidade.

A tradição dos instrumentos de cordas, sempre presente em suas composições, faz dele um representante da virtuosidade no cavaquinho dentro do Brasil, mais ainda, de Curitiba. Na grande maioria das vezes, acompanhado pelo violão de sete cordas de Vinício Chamorro, outro músico de grande talento e, também, representante desse estilo na cidade.

Suas composições, como já disse, baseadas em histórias vividas por ele, trazem curiosidades. “Caldo De Bagre”, uma parceria com Waltel Branco, aconteceu em uma degustação de comidas do litoral de Paranaguá e Morretes. O final do evento terminou em música, que saiu dessa união de dois grandes artistas e duas gerações incrivelmente talentosas. Waltel, um artista reconhecido mundialmente, e Julião, um jovem que vem sendo identificado e respeitado por artistas famosos, pelo seu virtuosismo e crescimento profissional.

Julião é engraçado, espirituoso, é aquele cara que todo mundo gosta de estar perto, não só por sua música, mas por sua descontração e alegria. Recentemente, mais precisamente em 23 de abril deste ano, Julião estreou um projeto pela Lei de Incentivo, chamado “Na Madrugada com o Boêmio”, com seis episódios, ele passeou por vários locais, desde Curitiba até o Rio de Janeiro. Generosamente escolheu alguns estabelecimentos, momentos em que foi possível mostrar ao público as histórias desses locais tradicionais de Curitiba e seus proprietários, um deles músico. As memórias desses lugares foram regadas de muita degustação.

Ainda falando desse projeto, Julião entrevista alguns músicos que estão na ponta dos sambas e chorinhos em Curitiba. Então se você tem curiosidade de conhecer mais sobre a história do samba e do choro em Curitiba e desses músicos que são a grande referência desse estilo, vale apena conferir esse episódio.

Além disso, o músico promove, no Rio de Janeiro, um encontro inédito entre Márcio Hulk, Alceu Maia, Wanderson Martins e João Martins, alguns dos instrumentistas mais conceituados do Brasil, para um bate papo regado a cerveja e muita música. No último episódio, Julião e seu regional visitam a cidade maravilhosa e seus parceiros que vivem lá. Um encontro com o choro e o samba, com a música de Ernesto Nazareth e Noel Rosa. Participam desse episódio Dirceu Leite, Carlinhos Sete Cordas e a cantora Branka, que diz ser Julião um músico multiuso, que acompanha, faz o centro e também sola, interpreta e chora em seu cavaco. Um cavaco cheio de asas, cavaco alado.

As histórias que Julião Boêmio conta em seus vídeos são parte significativa da história da música brasileira e paranaense, sem sombra de dúvidas. De maneira bem-humorada sai fazendo e contando histórias com seu cavaquinho. Mais uma vez, eu falo aqui da formação de plateia e da construção da nossa história e da revelação de detalhes dessa manifestação cultural tão importante na educação do nosso povo brasileiro. Seja um incentivador dessa cultura propagando nossas belezas, nossos usos e costumes, nossa base formadora de opiniões e o legado importante que esses encontros musicais deixam no trabalho de nossos artistas. Entenda mais sobre aquilo que é nosso e que fala do nosso povo, assistindo e acompanhando nossas belezas culturais.

Fique com o vídeo que escolhi e acompanhe os links abaixo apreciando cada momento que Julião Boêmio registrou para você.

Na Madrugada com o Boêmio – Ep 6: Cidade Maravilhosa, último episódio, Julião e seu regional visitam Rio de Janeiro e seus parceiros que vivem lá.

Saiba mais sobre Julião Boêmio
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCYmStibQ9Qt1eLka_lcAyHA
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Giseli Canto

Giseli Canto é Arte-educadora, cantora, roteirista, produtora, apaixonada pela música, pela família e pelos amigos, que considera sua segunda família e tudo que se refere ao poder transformador dessa arte. Ama uma boa conversa e está sempre aberta a novos caminhos. Seu olhar otimista para o ser humano faz de sua vida um mundo recheado de boas relações e experiências.

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