Música

Marianna Ferrari mergulha no fundo do mar em clipe “O Canto da Sereia”

A faixa instrumental ganhou vídeo através de uma equipe formada somente por mulheres e explora também a objetificação do corpo feminino

A imagem e misticismo da sereia rondava a imaginação de Marianna Ferrari desde criança, nascida em Florianópolis. Estar em uma ilha, cercada de água, trouxe essa como uma forma de auto representação que ela trabalhou continuamente desde então e viu tomar forma com o seu novo videoclipe, “O Canto da Sereia”. A faixa, inteiramente instrumental, é regada por momentos de experimentação e repetição de padrões de som, que são complementados por barulhos de baleias, tornando o ambiente ainda mais profundo.

“Ouço na música e nas artes muitas saídas. Essas soluções ou novos caminhos não seguem a lógica que estamos acostumados numa frequência mental do dia a dia, mas sim um lugar mais próximo da meditação e do sonho. Neste lugar mora uma criatividade muito especial e sei que esse terreno é fértil para encontrar e plantar essas novas possibilidades. O ‘Canto da Sereia’ é uma porta de acesso para esse plano”, conta Marianna. Cantora e compositora, o novo lançamento chega após “A Flor”, um vídeo que em referência direta ao filme “Janela Indiscreta”, do diretor Hitchcock, que trouxe Marianna interpretando diferentes personagens.

Uma dessas personagens encarnadas pela manezinha da ilha rendeu comentários do público, o que acendeu uma nova ideia: ” Eu recebi vários ‘elogios’ e críticas por conta da exposição do corpo”. Em “O Canto da Sereia”, Marianna explora novamente o corpo, aparecendo com seios à mostra, assim como a representação de sereias, e também em uma analogia à ideia de estar de peito aberto. Para colocar a ideia em prática, ela recrutou um time 100% feminino que pudesse tornar o lugar acolhedor e tão mágico e místico como ela havia imaginado, no limite da meditação.

O conjunto de referências diversas faz jus à carreira musical inusitada de Marianna. Ela começou com uma banda que tocava músicas-tema de desenhos japoneses e serviu de pontapé para seus estudos em canto lírico aos 14 anos. “Cantei em coros, madrigais, solo e comecei a compor pouco depois, aos 19”, conta a artista. “Lancei meu primeiro EP após o processo de 10 anos compondo e amadurecendo as músicas – e a mim mesma, claro”, completa. Este EP, gravado no início da pandemia, no estúdio Pratápolis em São Paulo, com a produção musical da própria cantora e de Jonas Tatit.

Ficha técnica

Roteiro: Anná e Marianna Ferrari

Direção: Anná

Direção de Fotografia : Aglae D’Avila

Assistência de Fotografia: Merilyn Esposi

Direção de Arte: Anná

Beleza: Victória Di Lallo

Consultoria figurino: Deneli Rodriguez

Montagem: Anná

Colorização: Aglae D’Ávila

Música:

Composição: Marianna Ferrari

Produção: Jonas Tatit e Marianna Ferrari

Vozes e violão de náilon: Marianna Ferrari

Guitarra lap steel: Evandro Gracelli

Programações eletrônicas: Jonas Tatit

Sobre Marianna Ferrari

Marianna Ferrari começou cedo na música. Sua primeira banda, Aizou, de rock japonês, abriu seus olhos para o desejo de estudar e o canto lírico a recebeu de braços abertos nesse processo que deu início aos 14 anos. Foi aos 19 que ela largou a faculdade de design  gráfico em Florianópolis e veio à São Paulo viver seu sonho com a música. Na terra da garoa, manteve os estudos de canto lírico, dessa vez na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde teve a oportunidade de se envolver com música popular brasileira e se apaixonar para sempre.

A partir daí cantou em coros, madrigais, solo e começou a compor. Em 2013, integrou Allumar, grupo que deu corpo às suas canções e participou de festivais pelo Brasil. Mas foi só em janeiro de 2021 que viu seu EP “Oi”, o primeiro solo e autoral, ganhar vida em sete faixas inéditas que misturam ritmos e expõem toda a versatilidade e criatividade da cantora.

Conheça mais sobre Marianna: Instagram l Spotify l YouTube

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