The Bringing up: Uma tarde com Anacronica

Por Andy de Camargo

Anacronica, banda de pop-rock curitibana pode trazer novidades para a mesa, e durante um café da tarde e um bate-papo com os meninos Marcelo França e Bruno Sguissardi após sua apresentação em um bar de Curitiba. Ficou claro que a banda tem mais profundidade que deve ser considerada e trazida para seus fãs. O Anacronica tem suas raízes formadas em Curitiba, a banda se juntou depois de ter uma amizade de 30 anos, e inevitavelmente era questão de tempo até que Sandra ingressasse na banda trazendo, ao contraste, carisma e presença.

Os integrantes da banda são Marcelo Bezerra na bateria, Marcelo França no baixo, Bruno Sguissardi na guitarra e voz e Sandra Piola na voz principal. Juntos, a banda compôs o álbum Deus e os Loucos (2009) e também o EP ‘Eu acho que vai chover’ (2015). Eles são uma banda que traz influências dos Beatles, Red Hot Chilli Peppers e The Cardigans, seus covers apresentados em apresentações ao vivo são edificantes e instantaneamente agradam ao público. O envolvimento de Sandra com a multidão é um convite para se juntar à banda em sua apresentação e, conforme discutido com Bruno, está claro que os artistas sentem que estão jogando um pingue-pongue de energias e vibrações com o público, seu cover de “Do I wanna know” dos  Arctic monkeys teve uma conexão instantânea com o público e colocou a casa em uma vibração positiva.

Mergulhando cada vez mais na história da banda, eles desenvolveram sua visão artística e experiência durante seu tempo como ‘Tetris’, quando eram uma banda jovem aprendendo e encontrando seu caminho no desenvolvimento de seu ofício. Foi estimulante ouvir a paixão desses músicos à medida que carregavam sua arte e a visão de como desejavam apresentar mais ao público. A história da banda de Bruno me levou a imaginar uma aventura e jornada de artistas reais que buscavam crescer juntos germinando confiança por toda a vida, para se reunir nos jardins de sua performance florida e da música. Cativar a ideia de incluir o público em sua performance para mim foi um conceito muito atraente, a Anacronica deseja compartilhar sua experiência com você. Como músico, você pode apreciar seu gesto de juntar-se a seus momentos da band  no palco enquanto se comunicam, momentos compartilhados em que um deles puxa a banda para tocar uma música.

Tudo em sua verdadeira forma com um sorriso, após sua apresentação no Distrito 1340. Eu comecei a buscar mais sobre a banda e encontrar sua música. Descobrindo Deus e os Loucos (2009) no YouTube foi como tirar a primeira fatia de bolo do forno. A banda tem uma capacidade maravilhosa de transportar seu ouvinte para outro lugar e imaginar que você está dirigindo em uma viagem de carro ou que esta a caminho da praia. A música da Anacronica ‘A Volta’ do EP Eu acho que vai chover tem letras instigantes inspiradas no livro Passagem de Allan Kardec tem espiritualidade na batida do punk e pop, elevando nossas ideias e pensamentos com uma mensagem de reencarnação. Certamente, agora mais do que nunca, está se tornando verdade quando olhamos para novos começos após este período pandêmico.

Um verdadeiro retorno da cena musical curitibana, já passou da hora, mas falando com o Bruno não é só em Curitiba, mas no Brasil. Já vivemos este período de mudança do qual ainda estamos nos recuperando como na época segunda revolução industrial do Brasil trouxe ali no começo dos anos 80, agora seria o momento de um renascimento mais uma vez. Naquela época tínhamos o Kid Abelha que foi muito influente, o Raul Seixas ainda estava em cena. Chegou a hora de uma nova tendência que não é nova para nós, Anacronica falou sobre este desejo de um movimento com um novo alcance das redes sociais, agora sendo mais instantâneo. E como os jovem eletrônicos de hoje. Mais do que nunca, nossa música que outrora familiaridade deve ser lembrada como uma receita de bolo que sua avó costumava fazer. Um toque de poder feminino, açúcar e especiarias, uma pitada de energia, uma xícara de entusiasmo e muita felicidade. Para devolver essa coisa boa da nossa música mais uma vez não podemos esquecer nossas raízes da nossa cultura.

Anacronica quer nos lembrar da esperança, do amor e da fraternidade de uma conexão mais humana que perdemos um pouco neste momento de pandemia. Vamos levar isso adiante, com o coração aberto como fizemos com o Kid Abelha que toca o nosso coração, vamos deixar que esta banda faça o mesmo, há tanto a descobrir na nossa cultura, e é hora de voltarmos e veja a boa música da casa como aquele café passado que conhecemos.

Meu conselho para quem deseja expandir mais em nossas raízes seria de resultado ir para a performance do Anacronica, e ouvir seu EP ‘Eu acho que vai chover’. Será uma experiência edificante, seus próximos shows serão nos dias 13 e 21 de novembro no We are bastards, 14 de novembro no Grolex e 19 no Distrito 1340. Como uma vez foi dito ao Bruno Sguissardi em uma praia em Ilha do Mel, por Fe Lemos que estava caminhando na praia no verdadeiro jeito brasileiro, isso foi logo depois do Rock in Rio 2001. “O que importa é o amor que você tem pela sua arte, são todos os fãs que você encontra, e o momento do cara a cara com os parceiros com quem você toca e é a recompensa de praticar uma música, esse é o negócio! ”. Tenho certeza que a Anacronica tem grandes planos para o futuro e no final, o amor que você faz é igual a você leva de volta.

Andy de Camargo

é escritor, pintor e cantor. Autor do livro “As mães da virtude”, um livro de poesias inspiradas nas Deusas Gregas. Andy nasceu em Curitiba, é apaixonado por cultura e cinema, assim como pelos anos 1950 e música. Participou de vários shows e também amar ler, gosta principalmente de compor músicas e cozinhar. Sua arte está disponível no Instagram, assim como outras obras que em breve estarão disponíveis lá.

@andrewdc.art

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