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Risorama e o Riso em Atraso

Por Igor Horbach 

Pela primeira vez no Festival assisti a um espetáculo do Risorama que esse ano acontece no Live Curitiba. Em plena segunda feira, fui convidado a anular toda a energia pesada que trazia do início de uma semana, até porque ninguém amanhece numa segunda sorrindo né.

Afonso Padilha, Bruna Louise, Diogo Portugal, Diogo Almeida, Marcus Cirillo, Rodrigo Marques, as gêmeas Freitas e Fabiano Cambota fizeram o Live Curitiba estremecer. É inebriante ver a paixão do público curitibano pelo humor Stand-up Comedy. A cada novo comediante que ocupava o espaço, o público ao delírio com as risadas traziam uma energia tão rica. 

O humor ocupa um espaço reservado em nós, uma vez que é responsável pela liberação de vários hormônios da felicidade e leveza. Além é claro da carga energética. É mais do que necessário depois de uma pandemia prolongada e de tempos tão sombrios e mortais que tenhamos ao menos uma oportunidade de cobrar os risos em atraso… e com juros.

O Risorama proporciona eventos leves e descontraídos onde a crítica social especializada é deixada de lado e dá espaço a uma espécie de terapia coletiva. Infelizmente, o tempo curto de 13 minutos por humorista atrapalha a conexão do público com o artista de forma significativa. Ainda mais quando o ambiente é uma mistura positiva de teatro com show musical, onde sentados é possível comer e beber normalmente. Ações, essas, que distraem o público. O tempo curto pode ser facilmente justificado pelo alto número de artistas que se apresentam no evento anualmente, todavia, o festival perdura 2 semanas, isto é, aproximadamente 10 dias. 

Embora o humor seja livre para brincar com o que quiser, uma vez que essa é a sua proposta e que o elenco dessa segunda feira tenha feito isso com maestria, é preciso tomarmos cuidado com a escolha de vocabulários quando jogar com situações delicadas? Uma linha tênue se estrutura diante dessa situação, ao qual não vou me aprofundar. Essa é uma discussão que acredito ainda não ter se aprofundada na classe artística e muito menos no público do teatro. 

De qualquer forma, boas piadas, presença de palco e de público, além de uma incrível relação com fãs de longas datas, os humoristas trouxeram aquilo que o brasileiro mais precisa, e ao mesmo tempo mais aprecia, a comédia. 

Sobre o autor

É autor, ator, dramaturgo e produtor brasileiro. Nascido em Tangará da Serra – MT, publicou seu primeiro livro aos 14 anos e o segundo aos 16. Em 2017 se mudou para Curitiba onde iniciou sua carreira de ator, produtor e dramaturgo. Em 2019, produziu e dirigiu a serie Dislike. Em 2020 publicou seu drama de estreia, Cartas para Jack. Em 2021 lançou a série de contos intitulada Projeto Insônia.
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