Laura Petit canta o amor-próprio em single ao lado de Uyara Torrente

Faixa sobre masturbação foi inspirado na obra de Hilda Hilst

As complexidades do feminino continuam a inspirar a cantora e compositora Laura Petit. Sob camadas de guitarras e samples de vozes, “Bandalheiras” canta o auto-amor e contra o tabu da masturbação feminina em um dueto com Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade). A faixa está disponível nas plataformas de música digital e também como lyric video.

Assista a “Bandalheiras”: https://youtu.be/vxS3pZxsOyg

Ouça “Bandalheiras”: http://http://smarturl.it/BandalheirasSingle

Motivado por imagens da literatura e das artes plásticas, o single faz parte do álbum previsto para o fim do primeiro semestre. O nome da canção veio da escritora Hilda Hilst, que nos anos 90, depois de passar a vida sendo rotulada como uma autora hermética, passou a escrever textos pornográficos, ou “adoráveis bandalheiras”, como ela declarava. A voz da autora está presente também na faixa, junto à de outra artista imensa, Elza Soares.

“Eu havia recém lido a biografia da Rita Lee e ‘Terra das Mulheres’ da Charlotte Perkins Gilman, duas obras que me voltaram à narrativa da força da mulher. Foi uma composição deliciosa e difícil que me custou o rompimento de bloqueios internos, como o medo de me expor ao falar de assuntos tão íntimos mas também tão importantes”, reflete Laura Petit.

Nascida em Brasília e criada em Curitiba, Petit traz, aos 25 anos, a arte no corpo desde sempre. Bailarina da infância até a adolescência, ela utiliza a linguagem corporal da dança para evoluir sua música.

Aos 19 anos, ela lançou o EP “Onde o Vento Faz a Curva” e em 2015, lotava o Teatro do Paiol, um dos principais da capital paranaense, com a tour do segundo EP “Manacá Dente Saudade”. De lá pra cá, Laura acumulou experiência de estrada e conheceu a equipe que trabalhou no seu álbum de estreia. Em 2017, ela lançou “Monstera Deliciosa” com produção compartilhada entre Felipe Fernandes, Eduardo Manso e Estevão Casé. O álbum passava por hotéis antigos, elevadores modernos, histórias de infância, casamentos fracassados e até pelo velho testamento, sempre sob uma percepção livre e criativo do feminino.

“É interessante me perceber depois do ‘Monstera Deliciosa’. A princípio, quando decidi gravar um novo álbum, imaginei que pouco teria mudado desde então. Que os temas e a estética buscada seriam semelhantes e, por algum tempo, tive receio de me repetir e fazer uma segunda versão de um mesmo trabalho. Esse medo durou pouco tempo. O processo de composição deste novo disco foi diferente desde o princípio, quando outras esferas artísticas passaram a me influenciar”, diz a artista.

Assim como o baião psicodélico “Namorado”, o novo single tem produção musical de Eduardo Rozeira. A mixagem e a masterização são assinadas por Guigo Berger. As duas músicas apresentam as novas inspirações que a artista busca para o álbum.

Veja o clipe “Namorado”

“O resultado desses cruzamentos são abstrações de temas que eu nem sabia que me habitavam. Além disso, me vejo mais otimista, mais alegre, mesmo quando retrato temas semelhantes aos do álbum de estreia, que era um disco mais contemplativo”, conclui Petit.

“Bandalheiras” está disponível em todas as plataformas de música digital.

Assista a “Bandalheiras”: https://youtu.be/vxS3pZxsOyg

Ouça “Bandalheiras”: http://http://smarturl.it/BandalheirasSingle

Ficha técnica:

Composição: Laura Petit

Produção musical: Eduardo Rozeira

Vozes: Laura Petit e Uyara Torrente

Mixagem e Masterização: Guigo Berger

Guitarra, rhodes, piano, hammond, mellotron, sintetizadores, baixo, percussão, programação: Eduardo Rozeira

Letra:

Hoje o meu lençol frouxo

Roxo vai escorregar

Minha cama é single size

Sai que eu não vou trocar

É que eu tenho insônia e muito medo de mandrix

O candango é lindo mas não roça o clitóris

Rosa caudalosa se lambuza orgulhosa

No calango escarlate que te escorre

Eu me lavo me ajeito pra Morfeu

Favorito te escolhi a dedo

Meus olhos selados procuram o céu

Meu juízo acaba junto dum bocejo

Nana, nana, mana

Que essa rua é sua

E esse bosque solitário é bom de explorar

Não há cravo que te valha essa tortura

Foge do anjo ladrão que ele mal te quer, que mal te quer

Você pede que eu deixe que sua mão errante adentre atrás, na frente

Insistente em me colonizar

América

Desejoso de cravar sua flâmula

Não dou, não dá

Deixa que essa terra eu me encarrego de explorar

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