Carta aos atores em tempos de pandemia!

A arte respira por aparelhos. Mas, aos poucos, tem dado sinais vitais. Nas últimas semanas, tem voltado  na sua versão presencial aqui no Rio. Os teatros no Rio de Janeiro novamente agora mesclam entre apresentações onlines (que vieram pra ficar) e presenciais – com os todos protocolos sanitários  de segurança contra a COVID 19. Apesar do movimento de reabertura ainda ser tímido, teatros do Rio de Janeiro mais frequentados como o Miguel Falabella e Clara Nunes, estão na ativa aos finais de semana. 

Um dos teatros do Rio de Janeiro mais conhecidos também é o Teatro Petra Gold (antigo Teatro Leblon), que foi um dos primeiras a retomar exibições. Ficou sete meses fechado. E desde a sua retomada, segue atendendo apenas 10% da sua capacidade. De toda forma, no Rio o que temos percebido é um respeito em relação a todas as regras, junto com o público. 

Mas, peço que os atores abaixem suas máscaras da arte por um segundo, e encarem a realidade, pois quero conversar com vocês e com quem produz: a reabertura é uma notícia que anima e preocupa. Eu falo para aqueles que muitas vezes fazem arte sem grande estrutura.

A volta das apresentações de teatro no Rio de Janeiro é válida, se tudo for feito com respeito à vida, tanto dos espectadores, como também dos atores e envolvidos nas produções – técnicos de som e luz, camareiros, faxineiros, recepcionistas, e tantos outros.

É preciso que os teatros  garantam a total proteção dos artistas, que  ficam nos seus camarins, muitas vezes, tão pequenos e aglomerados – quem é da área sabe como é! O artista, assim como eu, já passa por tanto “perrengue” com a falta de estrutura para viver totalmente de arte, com a falta de apoio e incentivo. E, por isso, na ânsia de exercer seu ofício, pois faz isso com amor, deve também lembrar de cuidar de si e seus colegas.

Há máscara para todos? Há álcool em gel nos camarins e corredores? Há a devida esterilização dos figurinos? Há a higienização das maquiagens e acessórios? Há a higienização fora dos holofotes? É preciso que os produtores e diretores tenham essa consciência.

É preciso voltar a se fazer arte com muito amor, mas em tempos de pandemia, principalmente, com muito amor pela vida!

E viva a arte!

 

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Bianca Nascimento

Bianca Nascimento Jornalista, atriz, nômade. Bianca Nascimento esteve à frente da assessoria de imprensa de projetos culturais e políticos. Sua alma nômade já a levou a morar 211 dias África do Sul, onde trabalhou na área de intercâmbio. Há mais de mil dias mora no Rio de Janeiro, onde já se aventura como atriz. E também de lá compartilha no Jornal A Cena as novidades da cena cultural e lifestyle (turismo, comportamento, gastronomia, moda) da cidade maravilhosa.

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