Teatro

Última apresentação de “Aracy – A Voz de Noel” ocorre durante o Festival de Curitiba

Por Assessoria de Imprensa

O espetáculo “Aracy – A Voz de Noel”, que combina momentos marcantes da vida e obra de Aracy de Almeida, considerada a primeira grande cantora de samba do Brasil, chega a sua última apresentação. O musical tem data marcada para o domingo (3), às 16h, no Teatro Casa do Damaceno (Rua 13 de Maio, 991- Centro) e faz parte da programação da 30ª edição do Festival de Curitiba.

Estrelado pela atriz nacionalmente conhecida, Rosana Stavis, e com direção artística e roteiro de Marcos Damaceno, dramaturgo premiado com o Prêmio Shell de Teatro, a peça foi sucesso de público e crítica na sua estreia em fevereiro, durante o Carnaval, e vem seguindo com sessões esgotadas desde então.

“Além de homenagear esse grande nome da música, também queremos apresentar a Aracy para as novas gerações, mostrando como ela era uma mulher vanguardista e inovadora para sua época”, comenta Rosana, que divide o palco com o ator, diretor e professor, Léo Campos.

Os diretores musicais Sérgio Justen e Gilson Fukushima foram os responsáveis pelo processo de adaptação das composições do renomado sambista Noel Rosa para o espetáculo. “Muitos cuidados foram tomados na hora da adaptação das canções, principalmente devido à atmosfera de algumas cenas. Apesar de as músicas não terem a mesma sonoridade da época de 30 e 40, mantém a mesma essência já conhecida do samba de Noel Rosa”, explicam.

“Queremos que essa última apresentação seja repleta de emoção, com a participação do público cantando, dançando e celebrando o legando de dois dos grandes nomes do samba, Aracy de Almeida e Noel Rosa”, finaliza Rosana Stavis.

“Aracy – A Voz de Noel” tem duração de 45 minutos e os ingressos estão disponíveis por meio do site do Festival de Curitiba, com os valores de R$10,00 (meia-entrada) e R$20,00 (inteira) + taxas adm. O espetáculo é uma realização do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com patrocínio da Ademicon – Consórcio e Investimento.

Ficha técnica:
Com Rosana Stavis

Direção Artística e Roteiro: Marcos Damaceno

Direção Musical e arranjos: Sergio Justen e Gilson Fukushima

Músicos: Gilson Fukushima, Sergio Justen, Vic Valendez, Antonio Carlos e Gabriela Bruel

Ator: Léo Campos

Iluminação: Wagner Corrêa

Figurinos e Adereços: Áldice Lopes

Assessoria de Imprensa: TIP – Performance de Mídia

Registro em vídeo: Alan Raffo

Fotografias: Maringas Maciel

Designer Gráfico: Pablito Kucarz

Produção: Bia Reiner

Assistente de Produção:  Evandro Vicente

Sobre Aracy de Almeida – Aracy de Almeida, conhecida como o “Samba em Pessoa” ou “A Dama do Encantado”, é considerada como a primeira grande cantora de samba do Brasil. Nascida no Rio de Janeiro, em 1914, costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondia dos pais, cantava músicas do Candomblé e de blocos de carnavais. Com 19 anos, estreou na Rádio Educadora do Brasil com a música “Bom-Dia, Meu Amor”, onde conheceu o compositor Noel Rosa, se tornando intérprete de alguns dos seus sambas.

A partir daí, Aracy não ficou só conhecida por sua música, mas também pelo seu jeito de ser, que não levava desaforo para casa e muito menos aceitava tudo que era imposto pela sociedade. Usava calças, quando a maioria das mulheres usava vestido. Cantava em rodas de samba, onde a presença masculina era total e mulheres eram “malvistas”. Foi a porta de entrada para inúmeras cantoras que vieram depois de sua ascensão, como Elza Soares, Maria Bethânia, entre outros nomes que estão no mercado até hoje. Seu humor a levou a ser jurada em programas de auditório, já tendo passado pelo Programa do Chacrinha, Programa do Bolinha, Programa do Silvio Santos, entre outros, em que julgava os cantores participantes. Seu legado é importante até hoje, tanto na música como também na referência de pessoa a ser admirada por outras gerações.

Sobre o autor

Vanessa Ricetti Ricardo, jornalista e assessora de imprensa, pós graduada em cinema, desde o início de sua carreira se dedica ao jornalismo cultural. Trabalha como repórter em rádio. Criou em 2013 o Jornal A Cena, onde divulga a arte e a cultura realizada no país.
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