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Música

Gal Costa emociona em álbum ao vivo póstumo que celebra a grandeza da música brasileira

Gravado no Teatro Castro Alves, em Salvador, o álbum Gal Costa – Ao Vivo no Teatro Castro Alves resgata a potência vocal, a intimidade e a diversidade musical da cantora em um show que atravessa samba, bossa nova, Jovem Guarda e rock brasileiro.

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Foto: Foto: Luiza Filippo

Por Vanessa Ricardo

Um presente para os fãs. É assim que eu definiria o lançamento póstumo do álbum Gal Costa – Ao Vivo no Teatro Castro Alves. O disco, lançado em 22 de março, com produção de Marco Mazzola em parceria com as gravadoras Biscoito Fino e MZA Music, traz a gravação do show Vozes do Brasil, registrado em 2013 e apresentado entre 1997 e 2016.

Com masterização de Carlos Freitas, o álbum reúne Gal Costa acompanhada apenas pelo violão sublime de Luiz Meira. São 24 canções e uma capa assinada pelo artista plástico Omar Salomão. O resultado é primoroso: uma grande homenagem à música popular brasileira, conduzida pela potência vocal de Gal. Com sua voz cristalina, ela abre o álbum cantando Coraçãozinho e Minha Voz, Minha Vida, de Caetano Veloso.

O repertório segue pelo samba em Eu Vim da Bahia, de Gilberto Gil, e atravessa também a bossa nova com Chega de Saudade, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, eternizada na voz de João Gilberto.

O álbum preserva a troca afetuosa de Gal com o público. Entre uma música e outra, ela conversa, brinca e pede a participação da plateia. Em um desses momentos, comenta que, se fosse cantar todas as músicas que gostaria, o show teria mais de três horas de duração.

Gal revisita canções recorrentes de sua trajetória, como Azul, Folhetim, Força Estranha, Tigresa e Vapor Barato, mas também abre espaço para músicas menos associadas à sua discografia.

O show passeia ainda pela Jovem Guarda com Olha, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e chega ao rock brasileiro com Epitáfio, composta por Sérgio Britto.

É uma verdadeira viagem pela música brasileira conduzida por uma das vozes mais bonitas da nossa história. Um espetáculo intimista e, ao mesmo tempo, grandioso, em que Gal revela suas múltiplas facetas ao interpretar canções de diferentes gêneros da MPB.

O roteiro também mergulha no samba clássico de Ary Barroso com Camisa Amarela, Aquarela do Brasil e É Luxo Só.

Entre as 24 músicas, há ainda uma preciosidade: Mulher Eu Sei, de Chico César, até então inédita na discografia de Gal.

No bis, Gal canta Socorro, invertendo a ordem prevista do repertório a pedido do público. Depois passa por Sábado em Copacabana e Todas as Coisas e Eu, encerrando a apresentação com Amor em Paz.

Um álbum para matar a saudade de Gal. Daqueles que a gente termina e imediatamente quer ouvir tudo de novo.

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