Curitiba
Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos” estreia em Curitiba com sessões gratuitas e foco em ancestralidade
Montagem inspirada em Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos com proposta que une memória, cena contemporânea, acessibilidade e ações formativas.
Foto: Lelo Sasso
Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela, uma criação que articula memória, ancestralidade e linguagem contemporânea para ecoar a força das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto amplia sua atuação para além da cena, incorporando ações formativas e recursos de acessibilidade.
Inspirada na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, a montagem acompanha o encontro entre duas mulheres negras cujas histórias se cruzam no tempo. Em cena, realidade e ficção se entrelaçam como dispositivo para revisitar memórias, tensionar o presente e projetar possibilidades de futuro.
Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o espetáculo é resultado de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha, em Guarapuava (PR). A experiência fortalece o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas, atravessando a construção dramatúrgica e cênica. A criação integra o percurso do OMI Núcleo Artístico e da Cavala Produções, que desenvolvem trabalhos voltados à expansão do imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras.
A proposta estética se articula com uma dimensão política e sensível, ao colocar em cena narrativas que se constroem em continuidade com outras histórias, evidenciando o teatro como espaço de presença, escuta e reverberação.
Acessibilidade integrada à experiência
O projeto incorpora recursos de acessibilidade como parte estruturante da obra. Todas as sessões contam com intérprete de Libras, além de apresentações com audiodescrição nos dias 25 e 26 de abril. No dia 25 (sábado), o público também poderá participar de uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da sessão, voltada especialmente a pessoas cegas ou com baixa visão.
Formação e criação: oficina gratuita
Como desdobramento do projeto, será realizada a oficina “Ará Izô – Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. A atividade propõe uma imersão no corpo como território de criação, memória e energia, articulando elementos da dança, do teatro e da musicalidade afro-brasileira.
Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a oficina oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19 de abril. As inscrições estão abertas, e é possível participar de dias avulsos ou da programação completa.
Com forte dimensão estética, política e formativa, Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela se configura como um convite à experiência — tanto para quem acompanha a cena quanto para quem deseja atravessar seus processos de criação.
SERVIÇO:
Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”
Datas: 16 a 18 de abril – 20h | 19 de abril – 19h | 22 a 24 de abril – 14h30 | 22 a 25 de abril – 20h | 26 de abril – 19h
Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação – 19h | 26 de abril – 19h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria
Classificação: Livre
“Oficina: Ará Izô – Corpo que Queima”
Ministrante: Nando Zâmbia
Datas: 17, 18 e 19 de abril
Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Grupo Capoeira Angola Zimba
Vagas: 20 (gratuitas)
Redes:
Inscrições:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSclhSVgvH3-A-rRb-eO9TdNd0bEdmZKG3xrXNZMoAWV4y1DOw/viewform

