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Cinema

“Feito Pipa” estreia mundial no Berlinale e reforça presença do cinema brasileiro no cenário internacional

Com Lázaro Ramos, longa-metragem brasileiro “Feito Pipa” faz estreia mundial no 76º Festival de Berlim

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Foto: Jamille Queiroz

O cinema brasileiro volta a ganhar destaque em uma das mais importantes vitrines do audiovisual mundial. O longa-metragem Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, fará sua estreia mundial na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), integrando a mostra competitiva Generation, dedicada a narrativas com protagonismo e temáticas infantojuvenis. O filme é estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos.

Produzido pela Deberton Filmes e pela Biônica Filmes, em coprodução com a Warner Bros., o longa tem distribuição no Brasil pela Paris Filmes. A trama acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, professora aposentada que o cria de forma livre, afetuosa e sem se importar com os julgamentos da pequena cidade onde moram. Quando a avó passa a apresentar sinais de fragilidade, o garoto tenta esconder a situação a qualquer custo, com medo de ser separado dela e forçado a morar com o pai, que não o aceita como ele é.

Para Allan Deberton, a seleção para a Berlinale representa um marco na trajetória do filme. “É um sonho acontecendo. A conquista da melhor vitrine que este filme poderia ter. É muito emocionante ver uma obra que fala de pertencimento, família e coragem sendo acolhida em um festival com um olhar tão exigente e, ao mesmo tempo, afetuoso. É como se a Berlinale dissesse: ‘essa experiência importa’”, afirma o diretor.

Com roteiro de André Araújo, Feito Pipa foi rodado em Quixadá e em cidades vizinhas do interior do Ceará. A narrativa se passa às margens da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa. A paisagem serve de pano de fundo para uma história sensível sobre amadurecimento, memória, afeto e amor.
Crédito das imagens: Jamille Queiroz.

Além de Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, o elenco conta com Carlos Francisco e Georgina Castro. A estreia na Berlinale 2026, que acontece de 12 a 22 de fevereiro, consolida mais um passo internacional na carreira de Allan Deberton, diretor, produtor e roteirista formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Com mais de 150 festivais e 76 prêmios conquistados por seus curtas-metragens, Deberton teve seu primeiro longa, Pacarrete, exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde concorreu ao Golden Goblet Award. No Brasil, o filme foi o grande vencedor do Festival de Gramado, com oito Kikitos.

A produção de Feito Pipa é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro, com forte atuação em mercados e festivais internacionais como o European Film Market, o Marché du Film e o Ventana Sur. A empresa já prepara novos projetos para 2026, em coprodução com estúdios como a Paramount Pictures e a alemã Arthood Films.

A coprodução com a Biônica Filmes se iniciou ainda na fase de desenvolvimento do projeto, unindo forças artísticas e executivas. Em 2025, a produtora lançou dois sucessos de público: Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa, que levou cerca de 1 milhão de espectadores aos cinemas, e Ritas, documentário mais visto do ano.

O longa conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. A realização tem apoio do PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Ancine e Ministério da Cultura.

Integrar a mostra Generation — que promove exibições seguidas de debates com crianças e jovens alemães, incentivando a formação de público — coloca Feito Pipa entre as apostas brasileiras da Berlinale 2026 e reafirma a força de narrativas sensíveis e contemporâneas do cinema nacional no circuito internacional.

Sinopse
Gugu é um menino de quase 12 anos, sonhador e apaixonado por futebol, que vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa. A relação com o pai, Batista, é marcada por ausências, expectativas e afetos não ditos. Avó e neto moram ao lado da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que transformaram a história da família.

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