Interaja conosco

Eventos

Sensibilidade e talento: Confira como foi o show do Jason Mraz em Curitiba

Publicado

em

Por Paola Galiano

O Jason Mraz transformou o Teatro Positivo em um grande abraço coletivo na noite de 3 de março, em Curitiba. Com a casa cheia, o cantor subiu ao palco às 21h e entregou duas horas de show que seguiram até as 23h, em uma apresentação que reforçou sua essência artística. Foi um espetáculo bonito, leve e emocionalmente generoso, exatamente no estilo que o público aprendeu a reconhecer ao longo de sua carreira.

A abertura foi delicada. Jason iniciou o show à capella, criando um silêncio atento e quase reverente no teatro. As primeiras músicas vieram em clima intimista, centradas em voz e violão, conduzindo o público com suavidade. A construção do repertório foi pensada em crescente, começando com canções mais tranquilas e ganhando energia aos poucos. Antes mesmo da apresentação, o cantor havia aberto uma caixinha de perguntas em seu Instagram para que os fãs sugerissem músicas, o que ajudou a criar um laço ainda maior.

Se a conexão com o público foi um dos pilares da noite, a banda foi outro grande destaque. Extremamente talentosa, ela entregou um espetáculo ao vivo completo, sem qualquer apoio de playback. Rachel Mazer se dividiu entre teclados e saxofone com naturalidade impressionante. Molly Miller trouxe personalidade e precisão na guitarra. Mona Tavakoli deu ritmo e carisma à percussão. Chaska Potter brilhou nos backing vocals, ajudando a sustentar a riqueza harmônica das músicas. O brasileiro Andre de Santanna, do Rio de Janeiro, conduziu o baixo com firmeza e groove, enquanto Tamir Barzilay segurou a bateria com energia e sensibilidade. O protagonismo feminino foi evidente. As mulheres da banda ocuparam o centro da experiência sonora e visual, encantando pela técnica, presença de palco e simpatia. Em vários momentos, o grupo apresentou coreografias ensaiadas que tornaram o espetáculo ainda mais dinâmico e divertido, reforçando a química entre eles.

Jason falou pouco, mas quando falou, foi direto e sincero. Comentou sobre como as pessoas frequentemente perguntam de onde vem tanta positividade. Disse que não é positivo o tempo todo, mas que encontra na música o espaço onde organiza seus sentimentos e encontra o que precisa. Mesmo com discursos breves, interagiu bastante com a plateia. Respondeu a fãs que gritavam declarações, disse que os amava e conversou com um espectador que perguntou sobre uma música antiga, dos anos 90, que nunca foi lançada. Com humor, agradeceu o lembrete e comentou que nunca terminou a canção, mas que segue trabalhando nela.

Um dos momentos mais marcantes foi a dedicação de músicas a duas pessoas da plateia, entre elas Viviane, uma fã que havia conhecido, acompanhada de sua filha. Jason brincou dizendo que a menina contou que a mãe sempre foi muito fã e que provavelmente ela cresceu ouvindo suas músicas mesmo sem querer. Ao perguntar qual faixa não poderia faltar, ouviu a resposta e incluiu no repertório seu maior sucesso, I’m Yours, transformando o teatro em um grande coro. Após deixar o palco, voltou para um bis depois de uma chuva de aplausos e dos insistentes gritos de “eu não vou embora”, encerrando a noite com mais duas músicas e reafirmando que sua força está justamente na simplicidade, na entrega e na troca real com o público.

 

Seja nosso parceiro2

Megaidea