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Teatro

Conheça os vencedores do Prêmio Shell de Teatro 2026 no Rio e em São Paulo

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Foto: Divulgação

O Prêmio Shell de Teatro, uma das mais importantes distinções das artes cênicas no país, reafirmou em 2026 sua tradição de reconhecer a excelência da produção teatral brasileira. Criado em 1988, o prêmio contempla anualmente os destaques dos palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo, valorizando diferentes áreas da criação artística.

A cerimônia deste ano foi realizada na noite de 18 de março, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, reunindo artistas, produtores e profissionais do setor em uma celebração marcada por emoção e reconhecimento. Débora Falabella, eleita Melhor Atriz em 2025 por “Prima Facie”, apresentou a cerimônia da entrega dos troféus junto com o ator Silvero Pereira.

O grande destaque da noite foi a homenagem à atriz Zezé Motta, reverenciada por sua trajetória consistente e fundamental para a cultura brasileira.

Vencedores do Júri do Rio de Janeiro

Entre os premiados da cena carioca, o destaque em Dramaturgia ficou com Mauricio Lima e Tainah Longras, pelo espetáculo “Vinte”. A direção foi reconhecida com Camila Bauer, por “Instinto”.

Na atuação, Eduardo Moscovis venceu como Ator, por “Motociclista no Globo da Morte”, enquanto Larissa Luz foi premiada como Atriz, por sua performance em “Torto Arado – o musical”.

Nas categorias técnicas, os vencedores foram:

  • Cenário: Cachalote Mattos (“À Vinha d’Alhos”)
  • Figurino: Ananda Almeida e Raphael Elias (“Negra Palavra – Poesia do Samba”)
  • Iluminação: Marina Arthuzzi (“Velocidade”)
  • Música: Muato, pela direção musical de “Vinte”

Na categoria especial Energia que vem da gente, o reconhecimento foi para a Turma Ok, pela trajetória de mais de 60 anos como espaço de acolhimento e resistência da comunidade LGBTQIAPN+, unindo arte e convivência social.

Vencedores do Júri de São Paulo

Na capital paulista, a Dramaturgia premiou Silvia Gomez, por “Lady Tempestade”, enquanto Rodrigo Portella recebeu o prêmio de Direção por (“Um” ensaio sobre a cegueira).

Os destaques em atuação foram:

  • Ator: Renato Livera (“Deserto”)
  • Atriz: Sirlea Aleixo (“Furacão”)

As categorias técnicas contemplaram:

  • Cenário: Luh Maza (“Carne Viva”)
  • Figurino: Eder Lopes (“Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?”)
  • Iluminação: Dimitri Luppi e Wagner Antonio (“Filoctetes em Lemnos”)
  • Música: Clara Potiguara, pela trilha original de “Tybyra – Uma Tragédia Indígena Brasileira”

O prêmio Energia que vem da gente foi concedido à pesquisadora e artista Leda Maria Martins, por sua contribuição decisiva na valorização das performances afro-diaspóricas, articulando produção acadêmica, prática artística e compromisso social.

Destaque Nacional

Destaque Nacional foi para o espetáculo “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana (BA), reforçando a potência criativa fora do eixo Rio-São Paulo.

Mais do que uma premiação, o Prêmio Shell de Teatro segue como um termômetro da vitalidade do teatro brasileiro, evidenciando sua diversidade estética, política e territorial. Em 2026, a homenagem a Zezé Motta e o reconhecimento de artistas e coletivos de diferentes regiões reafirmam o papel do teatro como espaço de resistência, memória e reinvenção cultural.

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