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Banda curitibana renasce com novo nome após mais de uma década dedicada aos Beatles
fotos: Rafa Woellner
Depois de 13 anos tocando Beatles “como você nunca viu”, a banda que conquistou o público das quintas-feiras no The Bowie inicia um novo capítulo.
O quarteto deixa para trás o nome Biritles e passa a se chamar Rock Raccoons (@rockraccoons), mantendo a essência que sempre guiou o projeto com um show de rock baseado exclusivamente no repertório dos Beatles, só que interpretado à sua própria maneira.
A estreia dessa nova fase acontece no mesmo palco do The Bowie, reduto da contracultura de Curitiba, onde esse capítulo ganha ainda mais força.
A formação da banda é de músicos conhecidos da cena independente: Eduardo Sombra (Lou Dog e Catnip) no baixo, Thiago Rosiak (Dissonantes e Faichecleres) na guitarra, Rodrigo Magno (Pompeu e os Magnatas, Vacanam e Natural Feeling) no vocal e Nicholas Rugenski (Os Vallets, She Is Dead, Tukumã) na bateria.
Grupo amplia apresentações e passa a tocar em outros eventos
“Essa atualização vai além do nome. Durante muito tempo a banda existiu dentro de um conceito de tocar em bar. Agora começamos a abrir as apresentações para outros públicos, como festas, casamentos e formaturas. Essa procura cresceu bastante e decidimos abraçar esse desafio sem perder a identidade”, afirma Magno.
O primeiro grande contrato nessa nova fase já está confirmado e a banda foi convidada para tocar na formatura de uma grande escola.
O nome é novo, mas no palco, o espírito continua o mesmo. O repertório segue dedicado exclusivamente aos Beatles, mas interpretado com liberdade que marca a trajetória do grupo.
O show não tem medo de fazer releituras sinceras, mesmo de músicas consideradas difíceis dentro do catálogo da banda inglesa. Não é todo dia que se ouve ao vivo faixas como “Tomorrow Never Knows”, “She Said She Said”, “Dig a Pony” ou “One After 909”, além do peso de “Helter Skelter”, “I Want You (She’s So Heavy)” e “Yer Blues”.
A improvisação também faz parte do espetáculo. Solos clássicos como os de “Taxman” e “While My Guitar Gently Weeps” aparecem e podem se estender por caminhos inesperados durante o show.
“A proposta nunca foi reproduzir um cover fiel. A ideia sempre foi fazer um show de rock. O resultado é uma apresentação pensada para fãs exigentes, mas sem rigidez estética. Os Rock Raccoons continuam sendo uma banda que toca Beatles com respeito, energia e personalidade própria”, diz o baixista.
A banda segue comandando as quintas do The Bowie, que tem entrada gratuita.
“O Bowie sempre foi um lugar de encontros da música curitibana. Essa banda ajudou a transformar nossas quintas em noites memoráveis, com gente de todas as idades cantando e vivendo essas músicas. Todos juntos: de senhoras a crianças, todos em frente ao palco com a mesma energia que transforma a música em celebração”, comenta Felipe Alves, um dos sócios do The Bowie.
Conheça a trajetória de cada integrante do Rock Raccoons:

Rodrigo Magno – vocal
Quando Rodrigo Magno diz que é fã dos próprios companheiros de banda, não é exagero. Ele acompanhava os shows do grupo ainda da plateia muito antes de assumir o microfone. Quando percebeu que a banda havia dado uma pausa nas apresentações, tomou a iniciativa do que chama de “autoconvite” e ajudou a levar a formação atual de volta aos palcos. Rodrigo acredita na energia forte do projeto e faz questão de deixar claro que não tenta imitar John ou Paul: a missão é cantar Beatles, mas sempre do seu próprio jeito.

Eduardo Sombra – baixo
Único integrante presente desde a fundação da banda, Eduardo Sombra vê no repertório dos Beatles uma fonte constante de aprendizado. A convivência com essas músicas influencia diretamente sua forma de tocar e compor. Tem preferência pela fase mais experimental da banda inglesa, especialmente a partir de 1965, mas reconhece a importância de equilibrar o repertório entre diferentes momentos da carreira do grupo. Sombra conhece bem o público que acompanha o projeto: fã de Beatles é exigente.

Thiago Rosiak – guitarra
Para Thiago Rosiak, tudo que se relaciona aos Beatles é sério, mas não chega a ser trabalho — está mais para revitalização. Influenciado pelo pai, músico nos anos 60 e integrante do trio Os Angorás, cresceu em uma casa onde música sempre esteve presente. Antes mesmo de falar, já brincava com violão. Tornou-se fã dos Beatles após assistir a um especial exibido na TV Manchete em 1987 e desde então mantém uma relação intensa com a obra da banda. No primeiro ensaio com o grupo, percebeu que havia uma química rara: uma banda de rock tocando Beatles com energia visceral. Também integra as bandas Dissonantes e Faichecleres.

Nicholas Rugenski – bateria
A escolha de Nicholas Rugenski pela bateria não veio de Ringo Starr, mas de Keith Moon. Um DVD do The Who foi o ponto de virada que definiu seu caminho musical e a forma intensa com que passou a encarar o instrumento. No projeto, sua visão é clara: os The Beatles devem ser tratados, antes de tudo, como uma banda de rock. Nicholas também integra a cozinha de outras bandas da cena curitibana, como Valletes, She is Dead e Tukumã, projetos em que explora diferentes jeitos de fazer rock e reforça sua reputação como um baterista de pegada forte e presença no palco.
Anote na agenda
Rock Raccons no The Bowie
@thebowie.cwb | @rockraccoons
Data: Toda quinta-feira
Local: The Bowie – Rua Marechal Deodoro 2500
Horário: A partir das 21h
Entrada: Grátis

