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Curitiba

Grupo Vazio apresenta espetáculos e laboratórios cênicos em Curitiba

Espetáculos abordam solidão, relações contemporâneas e a busca por reinvenção em tempos de vínculos frágeis

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O Grupo Vazio, coletivo de pesquisa cênica do Rio de Janeiro, chega a Curitiba com dois espetáculos e propostas formativas que investigam novas relações entre corpo, espaço e dramaturgia. As apresentações acontecem na Garalhufa Escola de Atuação, com ingressos a R$ 40.

A programação reúne as obras “Matemorra” e “Se não é para sempre, se é só por essa noite”, além de dois laboratórios voltados à experimentação cênica e à escrita teatral, ampliando o diálogo entre artistas e público.

Existência, afeto e reinvenção

Em “Matemorra”, a cena parte de textos de Paulo Sandrini para refletir sobre a existência contemporânea. A obra acompanha um homem comum que, orientado pela lógica do mérito, se vê atravessado por frustrações, solidão e dificuldades em construir vínculos afetivos. A narrativa se desenvolve como um acúmulo de tensões que apontam para a necessidade de reinvenção.

Já “Se não é para sempre, se é só por essa noite” investiga os relacionamentos amorosos na atualidade. Em cena, encontros e desencontros revelam afetos frágeis, desejos contraditórios e o medo da permanência. O amor surge como um território instável, marcado por negociação constante e pela urgência do tempo.

Cena como campo de experimentação

Além dos espetáculos, o grupo propõe dois laboratórios que ampliam a experiência artística. Um deles investiga a fronteira entre performance e teatro como espaço de tensão e produção de sentido, propondo práticas baseadas na relação, na presença e no acontecimento.

O segundo laboratório se volta à escrita teatral em diálogo direto com a cena. A dramaturgia é tratada como processo vivo, construída a partir do corpo, do espaço e da ação, abrindo possibilidades de criação e encenação a partir da experimentação.

Pesquisa e deslocamento

Criado na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, o Grupo Vazio desenvolve, há anos, uma pesquisa voltada às linguagens cênicas e às relações entre espaço, corpo e cotidiano. Sob coordenação do artista Rafael Rodrigues, o coletivo investiga formas de deslocar o teatro para além da caixa cênica tradicional.

A proposta do grupo envolve a ocupação de espaços não convencionais — como ambientes públicos, naturais e híbridos — explorando a arquitetura e a geografia como elementos ativos da criação. A cena, nesse contexto, deixa de ser fixa para se tornar experiência em trânsito.

Serviço

Matemorra
01 e 02 de abril, às 20h

Se não é para sempre, se é só por essa noite
06 e 07 de abril, às 20h

Local: Garalhufa Escola de Atuação
Ingressos: R$ 40

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